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“Um PSD sem alternativas para o nosso País”

“Um PSD sem alternativas para o nosso País”
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  • 8 de Julho de 2008, 10:03

Com efeito, Durão Barroso não estava preparado para assumir os destinos do País, nem contava que o discurso por ele protagonizado criasse tanta instabilidade nos diversos sectores de actividade, tamanha crise de confiança em todos os portugueses, e acentuado desinvestimento nacional e estrangeiro no nosso País. Por outro lado, e para piorar o que já era bastante mau, foi com a ex. Ministra das Finanças, Dr.ª Manuela Ferreira Leite, que as contas públicas deixaram de respeitar a disciplina orçamental, visto que apenas se socorreu de receitas extraordinárias, da educação, da moderação salarial e da diminuição do número de funcionários públicos para reduzir o défice.
Desta feita, note-se que a política orçamental seguida pela actual líder do PSD, durante os anos de 2002 e 2003, alem de ter representado a médio prazo um bloqueio significativo ao aumento da competitividade da economia portuguesa, fez com que o País atingisse um défice de quase 7% durante o ano de 2004, razão pela qual levaram muitos dos seus Companheiros de Partido a considerarem, por ocasião das últimas Eleições internas do PSD, a Dr. Manuela Ferreira Leite como a pior Ministra das Finanças desde o 25 de Abril de 1974. Além disso, importa salientar que foi com a Governação PSD entre 2002 a 2004 que se deixou de estabelecer uma relação de diálogo entre o Estado e os contribuintes. Por outro lado, note-se que o programado “choque fiscal“ da Governação PSD, de que fazia parte, ficou adiado pela incapacidade financeira do Estado em conseguir evitar a correspondente e imediata perda de receitas já crónica no nosso País. Tudo isto porque o Governo liderado por Durão Barroso não soube apreender a tempo factores que eram extremamente importantes para o País, entre os quais se destacam o comportamento da economia mundial, a diminuição e a rigidez das despesas públicas, a fraca evolução do rendimento fiscal, e a incapacidade fiscal para compensar a redução das receitas não tributárias.
Certo é, que a Senhora Ex. Ministra das Finanças, com a obsessão do défice, com a perseguição aos contribuintes faltosos, e com a necessidade de arranjar receitas extraordinárias através da venda de património do estado (para poder equilibrar as contas públicas), acabou por utilizar medidas que eram efectivamente desaconselháveis quando a conjuntura económica do País estava em desequilíbrio. Desde logo, note-se que estas medidas apenas adiaram, no curto prazo, a crise económica que o País está hoje a atravessar, e agravaram o que já era bastante mau a médio e a longo prazo. Por outro lado, seria bom que na actual situação política todos os Portugueses equacionassem porque razão o Dr. Durão Barroso não confiou o lugar de Primeiro Ministro à Dr.ª Manuela Ferreira Leite, quando na verdade ela era, em termos de sucessão natural, a nº 2 do seu Governo, como Ministra de Estado e das Finanças, e teve de se socorrer do Presidente de Câmara de Lisboa, Dr. Pedro Santana Lopes?
No entanto, note-se que a vida política portuguesa dá muitas voltas, e aquilo que pode parecer ser certo hoje, amanhã poderá não ser a melhor solução. E, como tal, importa talvez verificar de que forma o PSD está a tentar sair da crise que atravessa desde que o Dr. Durão Barroso resolveu abandonar o nosso País: – apostar numa alternância na liderança do PSD, através de um regresso a um passado recente bastante mau, que os portugueses não querem voltar a reviver, sem que para tal exista qualquer alternativa credível para o nosso País. Desde logo, e como prova disso note-se que o Congresso do PSD além de não ter trazido nada de novo à vida política portuguesa, não deu a conhecer qualquer linha de acção para o principal Partido da Oposição. Por outro lado, importa salientar que a Dr.ª Manuel Ferreira Leite, ao apostar num discurso orientado para a Classe Média, com uma forte componente social, começou pessimamente mal porque pôs em questão a realização de algumas das obras públicas que já tinham sido lançadas pelo Governo de que fez parte como Ministra de Estado e das Finanças. Além disso, note-se que além de não ter explicado a que obras públicas se referia, não deu a conhecer quais as medidas que pretendia tomar para resolver os problemas sociais do nosso País com os capitais que “supostamente” deixavam de ser aplicados nos “tais” investimentos Públicos.
Neste circunstancialismo, cita-se alguns dos analectos utilizados pelo mestre Confúcio: «De que maneira se oculta da visão o verdadeiro carácter de um Homem? Reparem os meios que um Homem/Mulher utiliza, observem o caminho que ele toma e examinem aonde ele se sente em casa!».

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Redação