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IPPAR garante obras na matriz de Freixo

IPPAR garante obras na matriz de Freixo
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  • 30 de Janeiro de 2007, 14:32

É que há cerca de três anos que a estrutura está a ser sustentada por andaimes metálicos, devido ao seu avançado estado de degradação,
A situação não agrada à população, pois, além de não conferir dignidade ao monumento manuelino, priva os visitantes de apreciarem os quadros do retábulo, oriundos da escola de Grão Vasco.
Os frescos datam do século XVI, sendo um dos atractivos turísticos da “vila mais manuelina de Portugal”.
Segundo o autarca local, José Santos, “os visitantes não têm hipótese de conhecer uma parte importante do templo, onde os quadros da escola de Grão Vasco continuam encaixotados, sem que possam ser apreciados”.
Confrontada com esta situação, a directora regional do Instituto Português do Património Arquitectónico, (IPPAR), Paula Silva, referiu que o projecto de consolidação e conservação da estrutura da capela-mor já foi concluído, estando a consignação da empreitada agendada para o próximo mês.

Intervenção vai permitir recolocar o retábulo da escola de Grão Vasco no seu lugar de sempre

As obras têm um prazo de 90 dias e vão fazer a consolidação da abóbada e da cobertura da capela-mor. “De imediato será recolocada toda a talha do altar-mor e depois, com o devido acompanhamento técnico, o retábulo da escola de Grão Vasco voltará ao seu lugar de sempre”, avançou a responsável
Segundo o IPPAR, trata-se duma operação de grande rigor técnico, que vai custar cerca de 10 mil euros.
O templo é considerado, por alguns especialistas, como uma espécie de Mosteiro dos Jerónimos em miniatura, devido a algumas semelhanças na sua arquitectura interior.
A igreja matriz foi edificada por ordem de D. Manuel, no local de um antigo templo gótico, construído no reinado de D. Sancho II.


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Redação