<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Página do Tio João - Nordeste</title>
	<atom:link href="https://jornalnordeste.com/tag/pagina-do-tio-joao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://jornalnordeste.com/tag/pagina-do-tio-joao/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Jun 2026 17:57:59 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Favicon-1-96x96.png</url>
	<title>Arquivo de Página do Tio João - Nordeste</title>
	<link>https://jornalnordeste.com/tag/pagina-do-tio-joao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Santulhão mostrou o melhor do mundo rural transmontano</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/06/06/santulhao-mostrou-o-melhor-do-mundo-rural-transmontano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333947</guid>

					<description><![CDATA[<p>Junho chegou. É o mês dos Santos Populares, das festas, dos reencontros e das aldeias cheias de vida. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/06/06/santulhao-mostrou-o-melhor-do-mundo-rural-transmontano/">Santulhão mostrou o melhor do mundo rural transmontano</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Junho chegou. É o mês dos Santos Populares, das festas, dos reencontros e das aldeias cheias de vida. E foi precisamente com esse espírito de união, de tradição e de orgulho nas raízes que Santulhão, no concelho de Vimioso, viveu mais um fim de semana memorável, afirmando-se como uma das terras mais dinâmicas do nosso Nordeste Transmontano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana voltou a ser um sucesso e demonstrou que o interior continua vivo quando acredita nas suas pessoas, nos seus produtos e nas suas tradições. A Rádio Brigantia e a Família do Tio João tiveram a honra de transmitir em direto a partir de Santulhão, levando o nome da aldeia para todo o país e para o mundo através da internet. Ainda a manhã mal tinha começado e já encontrávamos uma terra pronta para receber visitantes, expositores e amigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À nossa espera estava o presidente da Junta de Freguesia, Adrião Rodrigues, que nos falou do crescimento da feira e da grande novidade desta edição: a realização do Concurso de Raças Autóctones. Foi uma aposta feliz e acertada. Santulhão é uma terra profundamente ligada à agricultura e à pecuária e possui um património extraordinário ao nível das raças tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O concurso reuniu cerca de quarenta produtores de ovinos e caprinos, que trouxeram os seus animais para uma mostra de grande qualidade. Estiveram representadas cinco raças autóctones de enorme importância para a região: a Cabra Serrana, a Cabra Preta de Montesinho, a Churra Mirandesa, a Churra Bragançana Branca e a Churra Bragançana Preta. Mais do que uma competição, foi uma homenagem aos pastores e criadores que continuam a preservar um património genético único, transmitido de geração em geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a grande protagonista da feira continua a ser a oliveira e o azeite. Santulhão vive profundamente ligada ao olival. As oliveiras fazem parte da paisagem, da economia e da identidade da freguesia. Atualmente existem cinco marcas de azeite produzidas na aldeia, um sinal da vitalidade de um setor que continua a ser motivo de orgulho para a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos dois dias, cerca de quarenta e cinco expositores deram vida ao recinto, promovendo produtos locais, artesanato, gastronomia e o melhor que a região tem para oferecer. O ambiente foi de convívio, amizade e partilha, mostrando que as aldeias continuam a ter uma enorme capacidade de mobilização quando trabalham em conjunto. Houve reencontros de amigos, visitas de emigrantes, conversas demoradas entre gerações e a satisfação de ver tanta gente reunida em torno daquilo que melhor caracteriza esta terra: a autenticidade das suas tradições e a hospitalidade das suas gentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Santulhão deu um exemplo. Mostrou que é possível preservar tradições e, ao mesmo tempo, criar iniciativas capazes de atrair visitantes, promover a economia local e reforçar o orgulho da comunidade. Num tempo em que tantas vezes se fala das dificuldades do interior, esta aldeia respondeu com trabalho, organização e visão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi um fim de semana que honrou o passado, valorizou o presente e lançou esperança para o futuro. E quem passou por Santulhão levou consigo a certeza de que há terras que nunca deixam morrer a sua alma. Terras onde as oliveiras continuam a dar fruto, os pastores continuam a guardar os rebanhos e as pessoas continuam a acreditar que o futuro se constrói sem esquecer as raízes. Santulhão é uma dessas terras. E por isso merece ser conhecida, visitada e aplaudida. Mais do que uma feira, viveu-se uma afirmação coletiva da identidade rural, uma demonstração de confiança nas capacidades da população local e uma prova de que as pequenas comunidades continuam a ter um papel fundamental na preservação da cultura, das tradições e dos valores que fazem a riqueza do nosso Nordeste Transmontano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estiveram de parabéns: Justina Nogueira (96) Lebução (Valpaços);; Isabel Santos (82) Torre Dona Chama; Nersinda Capela (81) Vilar de Ouro (Mirandela); António Fernandes (77) Jou (Murça); Artur Gonçalves (74) Atenor (Miranda do Douro); Alberto Beiroto (73) Bragança; Maria Mofreita (73) Mirandela; José Barreira (69) Valpaços; Carlos Pires (63) Mirandela; Irene Alves (58); Carla Pinela (55) Bragança; Vítor Ruano, Vítor Gonçalves (48) e Ana Meirinhos (23) São Martinho (Miranda do Douro); Carla Pinela (55) Bragança; Manuel Jardino (54) Bragança; Pedro dos Santos (53) Vila Nova de Monforte (Chaves); Amilcar Taveira (52) Valtelhas (Mirandela); Marco Ferreira (47) Genísio (Miranda do Douro); Carlos Felgueiras (44) Pereiros (Carrazeda de Ansiães); Manuel Pires (38) Sortes (Bragança); Sérgio Palas (37) Fradizela (Mirandela); Filipe Medeiros (31) Nozedo de Baixo (Vinhais); Arón Soeiro (10) Parada (Bragança); Lucas Pires (4) Bragança. Saúde e muitos anos de vida!</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/06/06/santulhao-mostrou-o-melhor-do-mundo-rural-transmontano/">Santulhão mostrou o melhor do mundo rural transmontano</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tio Tino de Valtorno: 26 Anos Consecutivos a Pé Até Fátima</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/05/23/tio-tino-de-valtorno-26-anos-consecutivos-a-pe-ate-fatima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 14:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333696</guid>

					<description><![CDATA[<p>O 13 de Maio voltou a ser vivido intensamente na Família do Tio João.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/23/tio-tino-de-valtorno-26-anos-consecutivos-a-pe-ate-fatima/">Tio Tino de Valtorno: 26 Anos Consecutivos a Pé Até Fátima</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O 13 de Maio voltou a ser vivido intensamente na Família do Tio João. Houve cânticos, emoção, orações e muita partilha numa manhã especial da Rádio Brigantia. As orações da manhã foram rezadas em direto pelo primo Marco, que seguia rumo a Fátima num autocarro de peregrinos. Celebrou-se também a Quinta-Feira da Ascensão, antigamente conhecida como o Dia da Espiga, uma tradição antiga do nosso povo ligado à fé, à terra e à esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a grande história destes dias acabou por chegar até nós através de um homem simples, trabalhador e profundamente humano: o tio Tino de Valtorno, Vila Flor</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chama-se Diamantino Gomes Araújo. Nasceu no dia 28 de maio de 1968, em Candoso, concelho de Vila Flor. É praticamente da minha idade, apenas um mês mais velho do que eu, um rapaz do meu tempo, daqueles homens transmontanos moldados pelo trabalho, pelo sacrifício e pela coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha nascido em Candoso, construiu a sua vida em Valtorno, terra onde casou, criou raízes e passou a ser conhecido simplesmente como o tio Tino de Valtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano entrou pela primeira vez na Família do Tio João pela mão do nosso amigo Marçal, de Vilar Seco, Vimioso. O tio Marçal já tinha feito outras peregrinações a pé até Fátima, mas desta vez decidiu integrar o grupo organizado pelo tio Tino. E foi precisamente através dele que conhecemos este homem extraordinário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante os dias da peregrinação, o tio Tino começou a telefonar diariamente para a rádio. Contava-nos onde estavam, qual era a etapa do dia, quantos quilômetros faltavam, as dores dos pés, o calor, o cansaço, mas também os momentos de oração, amizade e união vividos pelo grupo. E foi ouvindo aquelas conversas simples e sinceras que me apercebi de algo impressionante: este homem vai a pé a Fátima há 26 anos consecutivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ano 2000 até este 2026, nunca falhou uma única peregrinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São cerca de 300 quilómetros feitos em oito etapas. O grupo segue sempre com uma carrinha de apoio organizada pelo próprio tio Tino, que ao longo destes anos criou toda uma logística em torno da caminhada. Já conhece os restaurantes, os hotéis, os locais de descanso e os caminhos quase de memória. Todos os anos faz as marcações, organiza horários, prepara etapas e acompanha cada peregrino com espírito de verdadeira família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo começou por causa de uma promessa relacionada com o sogro, que estava gravemente doente. Mesmo depois da sua morte, nunca deixou cair a caminhada. No segundo ano apareceu alguém que queria ir, mas tinha medo de não conseguir fazer o caminho sozinho. O tio Tino respondeu apenas: “Não faz mal, eu vou contigo.” Depois juntou-se outra pessoa, mais tarde o motorista da carrinha de apoio, e assim foi nascendo um grupo unido pela fé, pela amizade e pela entreajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve anos em que seguiram apenas dois ou três peregrinos. O ano em que levou mais gente foram onze. Este ano seguiram nove. Mas para o tio Tino o importante nunca foi o número de pessoas. O importante sempre foi caminhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje costuma dizer que já não vai a Fátima para pedir. Vai para agradecer. Agradecer a vida, a saúde, a família, os amigos e o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 19 anos emigrou para França, como tantos homens da nossa terra. Mas a saudade falou mais alto e acabou por regressar passado ano e meio. Trouxe consigo a experiência da emigração e começou a aventurar-se no mundo das máquinas e das obras. Comprou primeiro uma retroescavadora, depois uma giratória, mais tarde um camião, até conseguir construir uma empresa sólida, fruto de muito trabalho, sacrifício e coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aquilo que mais impressiona no tio Tino não são os quilómetros feitos, nem os 26 anos consecutivos de peregrinação. O que verdadeiramente toca as pessoas é a simplicidade. A humildade. A forma tranquila como fala da vida e da fé. Sem querer aparecer. Sem vaidades. Apenas com a sinceridade própria das grandes almas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num tempo em que tanta gente desiste à primeira dificuldade, impressiona ver um homem que há 26 anos encontra forças para caminhar centenas de quilómetros até Fátima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passo a passo. Ano após ano. Sempre com fé. Sempre com gratidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre com o coração cheio.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias estiveram de parabéns: Flora Garcia (88) Ifanes (Miranda do Douro); Fátima Rodrigues (79) Viduedo (Bragança); Mariana Pinto (79) Cernadela (Macedo de Cavaleiros); Noémia Lopes (77) Podence (Macedo de Cavaleiros); Sílvio Gonçalves (71) Estorãos (Valpaços); Ilda Gonçalves (67) Sarzeda (Bragança); Maria Afonso (52) Algoso (Vimioso);Sérgio Ricardo( 49) Limãos (Macedo de Cavaleiros); Felipe Santos (38) Torre de Dona Chama; Sílvia Gabriel (38) Bragança; Filipe Videira (38) Avelelas (Chaves); Nuno Morais (37) Milhão (Bragança); Fabian Coelho (32) Felgar (Moncorvo); Vanessa Ferreira (32) Nuzedo de Baixo (Vinhais); Pedro Marrão (25) Deilão (Bragança); Aléxis Jardino (20) Bragança; Rodrigo Coelho (16) Pinela (Bragança). A todos desejamos muitos anos de vida!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/23/tio-tino-de-valtorno-26-anos-consecutivos-a-pe-ate-fatima/">Tio Tino de Valtorno: 26 Anos Consecutivos a Pé Até Fátima</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cebolo de Alfaião já é património da alma transmontana</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/05/15/cebolo-de-alfaiao-ja-e-patrimonioda-alma-transmontana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 10:45:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333569</guid>

					<description><![CDATA[<p>Maio continua a ser mês de fé, de caminhada e de esperança. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/15/cebolo-de-alfaiao-ja-e-patrimonioda-alma-transmontana/">Cebolo de Alfaião já é património da alma transmontana</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Maio continua a ser mês de fé, de caminhada e de esperança. Pelas estradas do nosso país seguem centenas de peregrinos rumo a Fátima, levando nos pés o sacrifício e no coração as suas promessas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo destes dias, na Rádio Brigantia, fomos acompanhando alguns desses grupos, ouvindo testemunhos emocionantes de quem caminha por devoção ou gratidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre esses peregrinos esteve o nosso amigo tio Marçal, de Vilar Seco, Vimioso, o tio Tino, de Valtorno, Vila Flor, e também o tio Paulo, emigrante na Suíça e casado em Sarzeda , Bragança, que este ano concretizou a promessa de ir a pé até Fátima. Como não conseguiu integrar grupos mais próximos da sua zona, acabou por encontrar lugar no grupo que partiu de Vila Nova de Gaia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas este fim de semana os caminhos da Rádio Brigantia levaram-nos até Alfaião, no concelho de Bragança, onde estivemos em direto, das seis às dez da manhã, a acompanhar e promover a 10.ª edição da Feira do Cebolo. E mais uma vez ficou demonstrado que em Alfaião o cebolo continua a ser rei.<br>Fomos recebidos logo pela manhã pelo presidente da Junta de Freguesia de Alfaião, Luís Venâncio, homem sempre disponível, de sorriso franco e rosto alegre, profundamente orgulhoso da sua terra e muito satisfeito por ver a Rádio Brigantia voltar a levar Alfaião ao mundo através da emissão do “Bom Dia Tio João”. Em conversa connosco, foi-nos dito que esta feira representa muito mais do que um simples certame agrícola. Representa a identidade da aldeia e o orgulho de um povo ligado à terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luís Venâncio recordava precisamente que o grande símbolo da feira continua a ser o cebolo. Não a cebola já crescida, mas o cebolo, a pequena planta que depois dará origem à cebola. Em Alfaião, o cebolo tem fama antiga pela sua resistência e qualidade. Há décadas que agricultores de várias zonas procuram o cebolo daquela terra, porque sabem que ali existe tradição, experiência e um solo particularmente fértil para este tipo de cultivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Junta falava-nos da importância que o cebolo teve ao longo dos anos para muitas famílias da aldeia. Em tempos difíceis, o cultivo e a venda do cebolo ajudavam muita gente a criar os filhos, a sustentar a casa e a enfrentar as dificuldades da vida rural. E talvez por isso o cebolo seja hoje visto quase como património sentimental da aldeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que a feira vai muito além do cebolo. Havia também produtos da terra, pão caseiro, bolos, doces tradicionais e artesanato, com destaque para as tradicionais cestas feitas à mão, símbolo de um saber antigo que continua vivo graças à dedicação de quem ainda preserva estas artes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ao caminhar pelas ruas de Alfaião acabámos também por recordar as célebres lavadeiras da aldeia. Antigamente, Alfaião era conhecido como uma verdadeira “lavandaria de Bragança”. Muitas mulheres trabalhavam na lavagem de roupa para fora, incluindo roupa ligada às tropas e a várias famílias da região. Eram tempos difíceis, de muito esforço, em que aquelas mulheres passavam horas junto às águas frias, lavando roupa e ganhando o sustento com enorme sacrifício. Essas lavadeiras ajudaram a construir a identidade de Alfaião e continuam hoje vivas na memória coletiva da aldeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi assim, entre conversas, memórias, música, tradição e amizade, que levámos Alfaião ao mundo através da Rádio Brigantia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final desta página, deixamos também uma nota de profundo pesar pela partida da nossa tia Maria Vieira, esposa do nosso grande amigo tio Ernesto. Em representação de toda a Família do Tio João estivemos presentes neste momento de dor e despedida. A tia Maria foi alguém que viveu intensamente esta nossa família radiofónica. Participou em viagens, convívios, festas e encontros ao longo de muitos anos. Foram dezenas e dezenas de momentos vividos em amizade, carinho e partilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje fica a saudade de uma mulher boa, simples e amiga. Mas ficam também as memórias felizes de tudo aquilo que viveu connosco. E enquanto houver memória, também continuará viva entre nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nestes últimos dias também estiveram de parabéns: António Reis (94) Talhas (Macedo de Cavaleiros); Teresa Sá (85) Vila Nova (Bragança); Eurico Pires (81) Vilar Douro (Mirandela); Maria de Fátima (79) Viduedo (Bragança); Anunciação Bernardo (75) Milhão (Bragança); Glória Andrade (73) Alfaião (Bragança); Olímpia Saldanha (70) Viduedo (Mogadouro); Maria Domingues (70) Caçarelhos (Vimioso); Paulo Machado (69) e sua filha Carla Machado (36) Brunhosinho (Mogadouro); Alice Rodrigues (66) Coelhoso (Bragança); Abílio Santos (62) Fonte Fria (Murça); Irene Hostettler (55) Parada, a residir em Zurique (Suíça); Sérgio Neto (49) Limãos (Macedo de Cavaleiros); José Meirinhos (46) Grijó de Parada (Bragança e Leonardo José (18) Bragança; que todos tenham saúde para voltar a festejar a vida connosco!</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/15/cebolo-de-alfaiao-ja-e-patrimonioda-alma-transmontana/">Cebolo de Alfaião já é património da alma transmontana</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Treze mulheres, doze mães e uma lição de vida</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/05/09/treze-mulheres-doze-maes-e-uma-licao-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 17:54:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333363</guid>

					<description><![CDATA[<p>Abril despediu-se com chuva e trovoada, veio forte, veio certa, e deixou nos campos o sinal de que a vida continua. E assim entrámos em maio, com a tradição das Cantarinhas a dar cor a Bragança e com o Dia da Mãe a tocar fundo no coração de todos. Mas hoje, mais do que o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/09/treze-mulheres-doze-maes-e-uma-licao-de-vida/">Treze mulheres, doze mães e uma lição de vida</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Abril despediu-se com chuva e trovoada, veio forte, veio certa, e deixou nos campos o sinal de que a vida continua. E assim entrámos em maio, com a tradição das Cantarinhas a dar cor a Bragança e com o Dia da Mãe a tocar fundo no coração de todos. Mas hoje, mais do que o calendário, importa falar de pessoas. De coragem. De alma. E é aqui que entram as mulheres da aldeia de Baçal concelho de Bragança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Treze mulheres. Doze mães. Um caminho. Uma história que merece ser contada devagar, como quem saboreia cada passo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este grupo, maioritariamente de, Baçal decidiu fazer o Caminho de Santiago. Algumas repetiram a experiência do ano passado. Outras foram pela primeira vez. Mas todas partiram com o mesmo propósito: viver, sentir, superar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização esteve nas mãos da Sónia Afonso, mãe da nossa gaiteirinha Leonor, mulher de garra, mãe de três filhos, que conseguiu unir este grupo com espírito de entreajuda e determinação. Ao seu lado, a Cristina Tomé, mãe de dois filhos, companheira nesta aventura e já parte desta grande família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das que voltaram, encontramos a Sónia Maris, mãe de dois filhos adultos; a Cílvia Pires, mãe de dois filhos; a Marisa Maris, mãe de um filho; e a Inês Maris, filha de Olga Maris e mãe de dois meninos, que ao longo do caminho foi também uma das vozes que nos trouxe notícias desta jornada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E depois, as que se estrearam, e que nunca mais serão as mesmas depois desta experiência. Verónica Maris, mãe de três filhos; Pamela Rio, sua cunhada, mãe de dois; Tânia Gonçalves, a mais nova do grupo, com 33 anos, a única que ainda não é mãe, mas que ali encontrou também o seu caminho; Julieta Gonçalves, mãe da Sónia Afonso, avó da gaiteirinha, com dois filhos e três netos; Luísa Baptista, mãe de dois filhos e já com um neto; Elizabeth Rodrigues, que veio de França com a Luísa e a Julieta, mãe de três filhos e avó de quatro netos; e Andreia José Moreira, mãe de um filho. Treze histórias diferentes. Um só coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram seis etapas. Começaram em Valença, seguiram até Tui, depois Pontevedra, Armentera, Vilanova de Arousa, Padrón e, finalmente, Santiago. No total, 124 quilómetros. Mas quem olha apenas para os números não entende o verdadeiro significado deste percurso. Porque este caminho não se faz só com os pés.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Faz-se com dores antigas que vêm ao de cima. Com lágrimas que se soltam sem aviso. Com risos que nascem do nada. Faz-se a cantar, a dançar, a conversar… e às vezes em silêncio, aquele silêncio que diz tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias, houve ligações em direto para a rádio. A Inês Maris foi uma das vozes presentes, mas não esteve sozinha. Outras mulheres também falaram, partilharam o que sentiam, deixaram palavras para quem as ouvia em casa. E quem escutava, sentia-se ali. Como se caminhasse lado a lado com elas.<br>E no meio de tudo isto, há uma grande lição: a mochila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada uma aprendeu a pesar o que levava, a contar gramas, a escolher bem o que era mesmo necessário. E isso diz-nos tanto sobre a vida… Quantas vezes carregamos o que não precisamos? Mágoas, preocupações, culpas, coisas que só nos atrasam o passo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ali, naquele caminho, perceberam que o essencial é leve. E que o que pesa a mais, fica pelo caminho.<br>Houve cansaço, claro. Houve momentos difíceis. Mas houve sempre entreajuda. Sempre uma palavra. Sempre uma mão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E no fim, Santiago. O abraço. O sentimento de missão cumprida. O diploma, com os 124 quilómetros e os carimbos todos no lugar. Mas mais importante do que esse papel, foi aquilo que cada uma trouxe dentro de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque caminho sem dor não tem valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas mulheres de Baçal provaram isso. Que ser mãe é também ser exemplo. Que a força nasce muitas vezes da fragilidade. E que, juntas, são capazes de ir mais longe do que alguma vez imaginaram.<br>E nós, que as ouvimos, que as acompanhámos à distância, também fizemos um pouco desse caminho. Porque há histórias que não se contam apenas… sentem-se.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Estiveram de parabéns: André Júlio (94) Bragança; Nelson Trindade (91) Bragança; Luísa Fernandes (87) Bragança; Artur Morais (85) e sua esposa Isabel (76) Mirandela; Evangelista Romão (81) Caravela (Bragança); Aldina Rodrigues (77) Corujas (Macedo de Cavaleiros); Odete Garcia (75) Jou (Murça); Arminda Machado (73) Quintas da Seara (Bragança); Susana Muga (67) Vilariça (Mogadouro); José Monteiro (65) Quintas Novas (Pinhel); Marina Neto (45) Limãos (Macedo de Cavaleiros);; Diogo Alves (24) São Martinho (Miranda do Douro); Rúben Manuel (24) Bragança; Rodrigo Macieira (20) Vilarandelo (Valpaços); Bruna Fernandes (16) Bragança; João Pedro Nogueiró (16) Valverde (Valpaços); Diana Silva (14), de Cabeça Boa (Bragança); Fany Moreira (12) Estorãos (Valpaços); Maria Francisca (9) Grijó (Bragança).<br>Para todos, muitas felicidades nesta data querida e muitos anos de vida!</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/09/treze-mulheres-doze-maes-e-uma-licao-de-vida/">Treze mulheres, doze mães e uma lição de vida</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Adérito Pinela: Testemunho de um Dia Histórico</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/05/02/aderito-pinela-testemunho-de-um-dia-historico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 09:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333268</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este último fim de semana de abril foi vivido com intensidade e alma cheia na nossa região. Entre os dias 25 e 26, a tradição voltou a sair à rua com a realização da 31ª Feira Franca da Moimenta, ponto de encontro de gerações, onde o convívio, os sabores da terra e a identidade local se cruzaram num ambiente genuíno.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/02/aderito-pinela-testemunho-de-um-dia-historico/">Adérito Pinela: Testemunho de um Dia Histórico</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Este último fim de semana de abril foi vivido com intensidade e alma cheia na nossa região. Entre os dias 25 e 26, a tradição voltou a sair à rua com a realização da 31ª Feira Franca da Moimenta, ponto de encontro de gerações, onde o convívio, os sabores da terra e a identidade local se cruzaram num ambiente genuíno. Ao mesmo tempo, em Constantim, no concelho de Miranda do Douro, realizou-se a grande Romaria Internacional de Nossa Senhora da Luz, um momento de fé profunda que continua a unir povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas este fim de semana trouxe-nos também uma data maior da nossa história: o 25 de Abril, dia da Revolução dos Cravos, que devolveu a liberdade ao povo português. E foi precisamente essa liberdade que esteve no centro do nosso programa Bom Dia Tio João, numa emissão verdadeiramente marcante e carregada de emoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante quatro horas, a rádio transformou-se num espaço de memória viva. Foram muitos os que participaram, muitos deles com histórias de vida anteriores ao 25 de Abril, testemunhos sentidos de quem conheceu o silêncio imposto, o medo de falar, a ausência de direitos que hoje damos como garantidos. Ao longo da emissão, ouviram-se canções da liberdade, palavras de gratidão e muitos “vivas à liberdade” ditos com emoção genuína. Houve lágrimas, houve risos, houve desabafos, mas acima de tudo houve verdade. Foi um daqueles programas que não se esquecem, onde cada voz trouxe consigo um pedaço de história e cada silêncio carregava emoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebeu-se, mais uma vez, que Abril não é apenas passado, é presente e é responsabilidade. Cada testemunho partilhado foi uma lição para os mais novos e uma confirmação para quem viveu esses tempos: a liberdade tem valor, tem história e tem de ser cuidada todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bragança viveu ainda outro momento alto, com a Queima das Fitas do Instituto Politécnico de Bragança, enchendo a cidade de juventude, orgulho e esperança. As ruas ganharam cor, as famílias reuniram-se, e celebrou-se o esforço de tantos estudantes que agora terminam uma etapa importante das suas vidas. Foi um dia de abraços apertados, de lágrimas de alegria e de futuro a nascer diante dos olhos de todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é neste contexto de memória, celebração e identidade que surge o testemunho do tio Adérito Pinela, de Sacoias, Bragança, nosso grande amigo e companheiro desta família. O seu testemunho é um retrato vivo de quem esteve no lugar certo num dos momentos mais marcantes da nossa história: a Revolução de 25 de Abril de 1974. Na altura, era polícia em Lisboa e encontrava-se de serviço nessa madrugada decisiva, sem imaginar que iria viver um dos dias mais transformadores de Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamado para uma missão urgente ainda de noite, por volta das quatro ou cinco da manhã, seguiu para o terreno envolvido num ambiente de tensão e incerteza. No cumprimento do seu dever, integrou o grupo que acompanhou e protegeu Marcelo Caetano. Foi nesse contexto que ouviu, de forma direta, palavras que nunca mais esqueceu: “Está-se a dar o 25 de Abril, se Deus quiser Portugal segue por um novo caminho.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas palavras ficaram-lhe cravadas na alma. No momento, eram apenas um eco no meio da confusão, mas carregavam o peso de uma mudança histórica. Só mais tarde, já pela manhã, ao ver o povo a sair à rua em massa, percebeu verdadeiramente o alcance do que estava a acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tio Adérito viveu esse instante com coragem, sentido de missão e emoção contida. Esteve quinze dias sem regressar a casa, dedicado ao serviço, num tempo de incerteza, mas também de esperança. Foi testemunha direta de um virar de página, o dia em que Portugal começou a escrever, com coragem e confiança, um novo destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre tradição, fé, juventude e memória, este foi um fim de semana que nos recorda quem somos e de onde vimos. Abril vive em nós, nas palavras, nas histórias e na forma como escolhemos viver em liberdade, todos os dias.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nos últimos dias estiveram de parabéns: Lúcia Salazar (103) Torre de Dona Chama; Alzira Marques (83) Genísio (Miranda do Douro); Abílio Morais (83) de Vila Nova de Monforte (Chaves); Amílcar Rodrigues (81) Milhão (Bragança); Joaquina Lopes (76) São Julião (Bragança); Domingos Pires (64) de Santulhão (Vimioso); Célia Neves (64) de Vilarinho de Lomba (Vinhais); Ana Maria (59) de Estorãos (Valpaços); António Costa (54) de Jou (Murça); José Carlos Branco (45) de Vale de Lamas (Bragança); Patrícia Meirinhos (41) de Grijó (Bragança);Vânia Terruel (36) de Veigas de Quintanilha (Bragança); Hugo Miguel (35) do Milhão (Bragança); Rúben Brigas (26) de Especiosa (Miranda do Douro); Paulo Jorge (22) de Bragança; Gonçalo Carneiro (11) de Estorãos (Valpaços); Martim Morais (11) de Rio Frio (Bragança); Henrique Luís (9) de Bragança; e Matheu Lopes (5) de Estorãos (Valpaços).Para todos, um abraço do tamanho do mundo, com votos de muita saúde e paz</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/05/02/aderito-pinela-testemunho-de-um-dia-historico/">Adérito Pinela: Testemunho de um Dia Histórico</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bemposta uniu povos num encontro de rituais ancestrais</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/04/21/bemposta-uniu-povos-num-encontro-de-rituais-ancestrais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=333130</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem nos trouxe esta história, quem acendeu esta chama e nos fez olhar para Bemposta com ainda mais atenção, foi a embaixatriz da Família do Tio João naquela terra, a nossa querida tia Lúcia Parra, ouvinte fiel, participante ativa e coração sempre ligado a esta grande família. Foi ela que nos falou deste encontro único e nós, como não podia deixar de ser, achámos mais do que justo dedicar esta página a um acontecimento que honra a nossa terra e as nossas raízes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/04/21/bemposta-uniu-povos-num-encontro-de-rituais-ancestrais/">Bemposta uniu povos num encontro de rituais ancestrais</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem nos trouxe esta história, quem acendeu esta chama e nos fez olhar para Bemposta com ainda mais atenção, foi a embaixatriz da Família do Tio João naquela terra, a nossa querida tia Lúcia Parra, ouvinte fiel, participante ativa e coração sempre ligado a esta grande família. Foi ela que nos falou deste encontro único e nós, como não podia deixar de ser, achámos mais do que justo dedicar esta página a um acontecimento que honra a nossa terra e as nossas raízes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há terras que falam, há terras que cantam, e depois há terras como Bemposta, que ressoam.<br>No passado fim de semana, Bemposta, no concelho de Mogadouro, transformou se num autêntico altar vivo das tradições ancestrais, acolhendo mais uma edição do sexto encontro internacional de rituais ancestrais, um daqueles acontecimentos que não se explicam, sentem- se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante três dias, a aldeia ganhou outra vida. Vieram grupos de várias regiões de Portugal e também do estrangeiro, Espanha, Itália, entre outros, trazendo consigo máscaras, cores, rituais e formas diferentes de viver uma tradição que, afinal, é comum a tantos povos. Mas foi no sábado que tudo atingiu o seu ponto mais alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande desfile percorreu as ruas de Bemposta e ali viu-se aquilo que poucas palavras conseguem descrever, mais de mil mascarados em movimento, num mar de cor, de chocalhos e de energia bruta. Não foi apenas um desfile, foi uma invasão de identidade. Os caretos, os diabos, as figuras misteriosas, os trajes bordados, os rostos escondidos, tudo se misturou num espetáculo vivo, intenso, por vezes arrebatador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mascarados correram, saltaram, brincaram com o público, assustaram os mais distraídos e arrancaram gargalhadas aos mais corajosos. As crianças olhavam com espanto, os adultos com admiração, e os mais velhos, esses reconheciam ali pedaços de um tempo que também foi deles.<br>O som dos chocalhos ecoou pelas ruas e pelos montes. Não era apenas barulho, era presença. Era como se cada toque dissesse, ainda estamos aqui. E estavam, fortes, vivos, com uma força que não se aprende, herda–se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A figura do Maschocalheiro destacou se como símbolo maior. Carregado de tradição e significado, representou, como sempre, essa ligação profunda à terra, aos ciclos da vida, à fertilidade e à renovação. Uma figura rude, intensa, quase selvagem, mas profundamente verdadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos três dias, não foi só o desfile que deu vida à aldeia. Houve caminhadas pelo território do Douro Internacional, onde a natureza se juntou à cultura. Realizaram se palestras e momentos de partilha sobre os rituais ancestrais, onde se falou da importância de preservar estas tradições. Houve atividades para os mais novos, que assim vão aprendendo o valor daquilo que é nosso. E houve também mercado tradicional, música, convívio, sabores da terra, tudo aquilo que faz de um evento um encontro.<br>Um encontro de povos, de culturas, de gerações. Um encontro entre o passado e o presente. Um encontro entre quem veio de longe e quem sempre ali esteve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E que bonito foi ver uma aldeia fazer uma coisa tão grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque Bemposta não cresceu em tamanho, cresceu em alma. Conseguiu juntar o mundo sem deixar de ser ela própria. Conseguiu mostrar que o Nordeste Transmontano não é só paisagem, é cultura viva, é identidade, é povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foi um espetáculo para turista ver. Foi uma afirmação, um grito, uma forma de dizer que estas tradições não pertencem ao passado, pertencem ao presente e ao futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque no meio de mais de mil mascarados, houve uma certeza que ninguém conseguiu esconder, não eram máscaras que ali estavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era a alma de um povo inteiro, viva, inteira e a bater forte.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/04/21/bemposta-uniu-povos-num-encontro-de-rituais-ancestrais/">Bemposta uniu povos num encontro de rituais ancestrais</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Argozelo em Festa: A Força de um Povo, a Doçura de uma Tradição</title>
		<link>https://jornalnordeste.com/2026/03/24/argozelo-em-festa-a-forca-de-um-povo-a-docura-de-uma-tradicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 15:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Página do Tio João]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornalnordeste.com/?p=273189</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há dias que não cabem apenas nas horas, cabem no coração. E esta última semana foi assim: cheia, vivida, sentida como só a nossa família sabe viver.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/03/24/argozelo-em-festa-a-forca-de-um-povo-a-docura-de-uma-tradicao/">Argozelo em Festa: A Força de um Povo, a Doçura de uma Tradição</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Há dias que não cabem apenas nas horas, cabem no coração. E esta última semana foi assim: cheia, vivida, sentida como só a nossa família sabe viver.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Começámos pelo Dia do Pai, esse dia que nunca é apenas uma data no calendário. É memória, é abraço, é saudade e é presença. No nosso programa, o pai esteve em cada palavra dita, em cada silêncio sentido, em cada lágrima que caiu devagarinho e em cada sorriso que nasceu de uma recordação bonita. Houve quem tivesse o pai ao lado e houve quem o tivesse no céu. Mas todos, sem exceção, o trouxeram ao coração. E isso fez do programa um momento único, daqueles que não se repetem, apenas se guardam.<br>E como se a vida quisesse sorrir logo a seguir, chegou a Primavera. Entrou leve, como quem bate à porta com flores nas mãos. Trouxe esperança, renovação e aquela vontade bonita de recomeçar. Porque a primavera não é só uma estação… é um estado de alma. E nós sentimos isso juntos, como família que somos.</p>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="884" src="https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Tio-1024x884.png" alt="" class="wp-image-273190 size-full" srcset="https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Tio-1024x884.png 1024w, https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Tio-300x259.png 300w, https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Tio-768x663.png 768w, https://jornalnordeste.com/wp-content/uploads/2026/03/Tio.png 1179w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph">Programa do Tio João em direto da Feira da Rosquilha</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a vida do Tio João não se faz só de estúdio. Faz-se de estrada, de encontros, de gente, de verdade.<br>No dia 21, estivemos em Vilarinho de Agrochão, nos “Amigos da onda”, num encontro cheio de tradição e alma, onde tivemos o privilégio de ajudar a promover a 24ª Feira do Folar. Foi mais um daqueles momentos em que a rádio sai das quatro paredes e vai ao encontro das pessoas. Onde se canta, se conversa, se partilha como antigamente, mas com o coração de hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Feira da Rosquilha de Argozelo voltou a mostrar que quando há união, dedicação e amor à terra, tudo acontece. E nós, como já vem sendo tradição há muitos anos, fizemos parte dessa festa bonita.<br>Instalados no sempre acolhedor Centro Interpretativo das Minas de Argozelo obra que muito deve ao empenho do seu presidente da junta, Francisco Lopes, homem que também ficará para sempre ligado à elevação de Argozelo a vila no ano de 2001. Fizemos mais um programa cheio de vida. E que bonito foi saber, naquele mesmo dia, que estava de parabéns. Daqui, deixamos-lhe novamente um abraço de gratidão e amizade. Porque há pessoas que não ocupam cargos, ocupam missões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa querida Tia Justina, que não é só uma voz é uma alma viva da tradição. Uma mulher que sabe, sente e vive aquilo que diz. Trouxe-nos a Via Sacra de uma forma diferente, inversa, mas profundamente sentida, mostrando que a fé também pode ser criatividade quando nasce do coração.<br>E o nosso amigo Manuel Oliveira, o “Manuel Geireiro”, presença constante, homem da terra, da verdade e da simplicidade. Gente assim não se explica, sente-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rosquilha, esse doce tão simples e tão nosso, mostrou que as tradições têm futuro quando são bem cuidadas. Hoje já conta com uma confraria própria, que realizou o seu primeiro capítulo, reunindo mais de uma dezena de confrarias vindas de vários pontos do país. Entre elas, a Confraria do Javali de Macedo de Cavaleiros e a Confraria do Butelo de Bragança, entre muitas outras que trouxeram cor, sabor e identidade à festa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E como manda a tradição, não faltaram as chegas de touros da raça mirandesa oito momentos de força, cultura e respeito por uma herança que continua viva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Argozelo mostrou, mais uma vez, que sabe receber. Que sabe organizar. Que sabe crescer sem esquecer as suas raízes.E nós estivemos lá. Não como visitantes. Mas como parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque esta é a essência da Família do Tio João: estar onde as pessoas estão, dar voz a quem muitas vezes não a tem, e transformar momentos simples em memórias eternas. E assim seguimos de coração cheio.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dias estiveram de parabéns: Maria da Nazaré (97) e sua irmã Maria Cândida (Maria da Perna Gorda) (79) Castelãos (Macedo de Cavaleiros); Maria Amélia (90) Quadra (Vinhais); José (86) Fradizela (Mirandela); Lurdes Fernandes (85) Seixo de Ansiães; Aida Maria (69) Lebução (Valpaços); Armando Brás (63) Freixedelo (Bragança); Christopher Hostettler (63) Zurique (Suíça); Ana Maria (62) Caçarelhos (Vimioso); Humberto Rodrigues (57) Sampaio (Mogadouro); Carlos Silva (57) Vinhais; Acácio Santos (55) Vila Nova de Monforte (Chaves); Manuel Barreira (45) e sua irmã Sandra (40) Suçães (Mirandela); Joel Rafael (43) Lagoas Valpaços; Vergílio Diogo (39) Valverde (Valpaços); Maria Capela (36) Mirandela; Daniel João (29) Genísio (Miranda do Douro); Margarida Ferreira (24) Canavezes (Valpaços); Sofia Gomes (15) Viduedo (Bragança); Martim Cardoso (14) Vale de Lamas (Bragança); Tiago Alves (13) Ifanes (Miranda do Douro); Jorge Pires (13) Samil (Bragança). Felicidades a todos nesta data tão querida!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://jornalnordeste.com/2026/03/24/argozelo-em-festa-a-forca-de-um-povo-a-docura-de-uma-tradicao/">Argozelo em Festa: A Força de um Povo, a Doçura de uma Tradição</a> aparece primeiro em <a href="https://jornalnordeste.com">Nordeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
