Vinhais ergue a Supertaça Distrital

O FC Vinhais venceu o CCDM Argozelo por 3-1, no Estádio Municipal de Bragança, e conquistou a Supertaça Distrital de Futebol. A equipa vinhaense chegou ao intervalo em vantagem, sofreu o empate na segunda parte, mas reagiu com autoridade e acabou por selar uma vitória que Marco Móbil considera “mais do que justa”. Do outro lado, António Forneiro deixou um forte desabafo no final da partida.

O FC Vinhais venceu o CCDM Argozelo por 3-1

04 out. 2026, 17:20

O FC Vinhais levou a melhor, esta tarde, na Supertaça Distrital de Futebol, frente ao CCDM Argozelo, impondo-se por 3-1.

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A equipa orientada por Marco Móbil assumiu na primeira parte o controlo das operações, com Maki a inaugurar o marcador e a colocar o Vinhais na frente. O Argozelo, contudo, não baixou os braços. No regresso dos balneários, a formação orientada por António Forneiro entrou determinada a discutir a partida e chegou ao empate. Jackson assinou o golo. O empate não abalou o Vinhais. A formação voltou a assumir o controlo do encontro e encontrou novamente o caminho das redes. D. Nora recolocou os vinhaenses novamente na frente. Keendjii marcou o último golo da partida, estabelecendo o 3-1.

O jogo ficou ainda marcado por alguma tensão disciplinar. O treinador do Argozelo, António Forneiro, viu o cartão amarelo, enquanto o treinador-adjunto da equipa foi expulso com cartão vermelho direto.

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“Só podia haver um vencedor”

No final da partida, Marco Móbil não escondeu a satisfação pela conquista e considerou que o resultado refletiu aquilo que se passou dentro das quatro linhas. “Acho que só podia haver um vencedor. A melhor equipa em campo fomos nós”, destacou.

O treinador do Vinhais destacou, sobretudo, a primeira parte, na qual, na sua leitura, a equipa teve “total” domínio do jogo. Ainda assim, reconheceu que o golo do Argozelo nasceu de algum demérito da sua equipa. “Também culpa própria, por displicência nossa, demos ali três ou quatro faltas desnecessárias ao adversário”, explicou, antes de elogiar o remate de Jackson que deu origem ao único golo do adversário. “É um grande golo. O miúdo acerta bem na bola, mete a bola no ângulo”, destacou.

Segundo Marco Móbil, depois do empate, a equipa “voltou ao normal, pegou no jogo, controlou-o e dominou-o” e acabou por ser “a melhor equipa em campo”. Para o técnico, a conquista foi, por isso, “mais do que justa”.

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Confiança no Campeonato de Portugal

A Supertaça surge num momento particularmente importante para o FC Vinhais. Depois de conquistar o campeonato distrital na época passada e assegurar a promoção ao Campeonato de Portugal, a equipa ainda não conseguiu somar qualquer ponto na competição. Marco Móbil admite que o troféu pode funcionar como um estímulo, mas rejeita a ideia de que uma vitória possa, por si só, mudar o percurso da equipa. “Nós sabemos a realidade que estamos inseridos”, afirmou.

“Sinto-me injustiçado hoje”

Do lado do Argozelo, o resultado não apagou a satisfação de António Forneiro com a prestação dos seus jogadores, apesar de reconhecer a dificuldade da missão frente a uma equipa que compete no Campeonato de Portugal. “Só tenho de ter orgulho. Orgulho numa equipa que discutiu jogo por jogo”, afirmou.

António Forneiro considerou que o Argozelo realizou uma exibição de grande nível e lamentou as circunstâncias em que sofreu os golos. “Foi uma equipa que esteve sempre bem em quase todos os momentos do jogo”, defendeu, acrescentando que a formação “foi extraordinária” e “fantástica na maneira que trabalhou”.

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Mas foi quando abordou o futebol distrital que o discurso ganhou outra dimensão. “Penso que o Argozelo hoje merecia sair daqui com a Supertaça”, afirmou, antes de deixar críticas à forma como o futebol distrital está a ser conduzido. “Quando sair eu e mais um ou dois ou três, acho que o futebol distrital vai acabar e acho que está prestes a acabar”, desabafou o técnico, deixando no ar dúvidas sobre a sua própria continuidade. “Não sei se amanhã vai ser fácil eu voltar a treinar outra vez, mas penso que sim”, confessou.

Apesar da frustração, António Forneiro recusou aprofundar as críticas e preferiu terminar a intervenção a elogiar os seus jogadores e os adeptos do Argozelo. “Só quero falar de futebol”, sublinhou, voltando a deixar a mesma mensagem, a de que a equipa, na sua opinião, fez tudo o que estava ao seu alcance. Contudo, segundo confessou, sente-se “injustiçado”.

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