Vinhais e Bragança entre os concelhos mais baratos do país para comprar casa

O Algarve continua a assumir um peso significativo entre os mercados de maior valor, colocando quatro concelhos entre os dez mais caros do país para comprar casa. Além disso, Lisboa mantém um preço médio de 720 mil euros, enquanto Faro e Sines também figuram entre os mercados com valores mais elevados.

13 ago. 2026, 08:17

Vinhais e Bragança destacam-se entre os concelhos mais acessíveis de Portugal para comprar habitação. Os dados do mais recente Barómetro dos Concelhos, divulgado pelo portal imobiliário Imovirtual, colocam os dois municípios do distrito de Bragança no grupo dos dez concelhos com os preços médios de venda mais baixos do país, num contexto em que o mercado imobiliário nacional continua a registar fortes assimetrias entre o litoral e o interior.

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Segundo o estudo, Vinhais ocupa a terceira posição entre os concelhos mais baratos para adquirir casa, com um preço médio de venda de 57 mil euros. Apenas Vila Velha de Ródão, com 49 mil euros, e Pampilhosa da Serra, com 56 250 euros, apresentam valores inferiores. Bragança surge na oitava posição da lista, com um preço médio de 160 mil euros, mantendo-se igualmente entre os mercados mais acessíveis a nível nacional.

Também no mercado de arrendamento, Bragança integra o grupo dos concelhos com rendas mais baixas. A renda média mensal é de 650 euros, apenas acima da Guarda (500 euros) e de Pombal (625 euros). Castelo Branco, com 675 euros, e Coimbra e Viseu, ambos com uma renda média de 750 euros, completam o grupo dos mercados mais acessíveis para arrendar casa.

O barómetro do Imovirtual revela ainda que os concelhos mais baratos nem sempre são aqueles onde os preços menos evoluem. Pelo contrário, algumas das maiores valorizações anuais registam-se precisamente em territórios do interior. Portalegre lidera o crescimento dos preços de venda, com uma subida de 32,6% face ao período homólogo, seguindo-se Vila Velha de Ródão (+29%), Beja (+26,3%) e Castelo Branco (+18,6%). Apesar de Vinhais e Bragança não figurarem entre os concelhos com maior valorização, os dados demonstram que o mercado imobiliário do interior está a ganhar dinamismo, ainda que partindo de valores bastante inferiores aos das regiões costeiras.

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Em sentido inverso, os preços mais elevados continuam concentrados num número reduzido de concelhos. Cascais mantém a liderança como o mercado mais caro para comprar casa, com um preço médio de 1,3 milhões de euros. Seguem-se Grândola, onde o valor médio já ultrapassa 1,1 milhões de euros, e Calheta, na Madeira, com 920 mil euros. No total, já são sete os concelhos portugueses onde o preço médio das habitações atinge ou supera os 750 mil euros, incluindo ainda Castro Marim, Loulé, Oeiras e São Brás de Alportel.

O Algarve continua a assumir um peso significativo entre os mercados de maior valor, colocando quatro concelhos entre os dez mais caros do país para comprar casa. Além disso, Lisboa mantém um preço médio de 720 mil euros, enquanto Faro e Sines também figuram entre os mercados com valores mais elevados.

Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados demonstram que o mercado imobiliário português é hoje cada vez mais heterogéneo. “Hoje já não basta olhar para os concelhos onde as casas são mais caras para compreender a evolução do mercado imobiliário português. Continuamos a observar preços muito elevados em alguns territórios, mas encontramos também valorizações expressivas em mercados com características muito diferentes”, afirma.

A responsável considera que a evolução do setor depende cada vez mais de fatores locais, como a procura residencial, o investimento, o turismo ou a qualidade de vida, o que explica as diferenças verificadas entre os vários territórios.