Universidade Politécnica de Bragança com 885 vagas por preencher

Nesta segunda fase de acesso ao ensino superior foram colocados, na UPB, 438 estudantes. 885 vagas por ocupar, o valor mais elevado entre as instituições de ensino superior público.

No total, na UPB, estavam disponíveis 1.323 lugares

30 set. 2026, 14:28

A Universidade Politécnica de Bragança (UPB) colocou 438 estudantes na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, um aumento de 48% face aos 296 colocados na mesma fase de 2025. Apesar da subida, a instituição ficou com 885 vagas por ocupar, o valor mais elevado entre as instituições de ensino superior público.

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Os números constam dos dados divulgados esta quarta-feira pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). Para esta segunda fase, a UPB tinha 1.282 vagas, às quais se juntaram 40 lugares libertados na sequência da recolocação de estudantes e uma vaga adicional. No total, estavam disponíveis 1.323 lugares.

A taxa de ocupação ficou nos 33,1%, acima dos 19,6% registados na segunda fase do ano passado. A melhoria, contudo, não foi suficiente para aproximar a instituição da ocupação total das vagas disponíveis.

Dos 438 estudantes agora colocados, apenas 183 tinham indicado um curso da universidade politécnica como primeira opção. O número final de colocações foi, por isso, superior à procura em primeira escolha, refletindo também a entrada de candidatos que tinham colocado os cursos de Bragança noutras posições da candidatura.

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Vários cursos continuam sem qualquer colocado

Na primeira fase de acesso ao ensino superior, na UPB, 14 cursos ficaram desertos. Na segunda fase, há também vários cursos que não registaram qualquer colocação. Em Engenharia Agronómica, Engenharia Alimentar, Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente, Engenharia Química, Informática e Comunicações, Engenharia Zootécnica e em Enologia não houve qualquer aluno colocado, tal como na primeira fase de acesso. Em Biologia e Tecnologia, que na primeira fase contou com um aluno, agora ninguém foi colocado. Música em Contextos Comunitários foi outro dos cursos que não colocou nenhum estudante nesta fase, sendo que na primeira contou com apenas dois colocados. Engenharia Mecânica também não conseguiu conquistar nenhum aluno nesta fase. Refira-se que este curso na primeira fase colocou apenas dois alunos. Em Tecnologia Biomédica também não houve colocados. Na primeira fase entraram apenas quatro estudantes.

Cinco cursos com apenas um novo estudante

Há ainda um conjunto de cursos que conseguiram captar estudantes nesta segunda fase, mas apenas um em cada caso.

Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia e Gestão Industrial, Tecnologias Digitais e Gestão e Educação Ambiental não tinham registado qualquer colocado na primeira fase e conseguiram agora uma entrada cada.

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Restauração e Tecnologia Alimentar também voltou a colocar apenas um estudante, depois de ter registado o mesmo número na primeira fase.

Uma das exceções entre os cursos de engenharia é Engenharia Eletrotécnica e de Computadores. Depois de não ter colocado qualquer estudante na primeira fase, conseguiu três colocações nesta segunda fase.

Terceira fase pode voltar a abrir vagas

A existência de vagas sobrantes não significa que todos os 885 lugares sejam automaticamente disponibilizados numa terceira fase. Cabe à instituição decidir, curso a curso, se pretende abrir novas vagas e em que número.

De acordo com a DGES, as instituições podem abrir uma terceira fase para os cursos que tenham lugares disponíveis. As vagas dessa fase serão divulgadas a 9 de outubro, estando prevista a apresentação de candidaturas entre 10 e 12 de outubro.

A nível nacional, a segunda fase terminou com 9.116 estudantes colocados, mais 292 do que em 2025. Ainda assim, ficaram 4.069 vagas por preencher no ensino superior público.

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