Simulacro prepara idosos e funcionários para situações de sismo e incêndio

Exercício público Terra Treme foi promovido pelo comando Sub Regional das Terras de Trás-os-Montes no lar da freguesia de Pinelo

06 nov. 2026, 11:15

Baixar, Proteger e aguardar são os primeiros três gestos que podem fazer a diferença em caso de sismo. Ainda assim, há outros comportamento de autoproteção que devem ser adotados, nomeadamente em contexto escolar, hospitalar e nas IPSS.

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“É importante que a população em geral saiba o que é um sismo, o que pode desplotar e como proceder numa situação destas”, disse o segundo comandante do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, Júlio Miguel.

O responsável da Proteção Civil explicou ainda que a duração destes fenômenos é “sempre algo incerto” e por isso acredita que é importante que “a população em geral saiba o que isto é, o que é que pode desplotar e como proceder numa situação destas”.

“O importante é assim que terminar o primeiro evento sair do edifício, se conseguirem, e tentar acudir às pessoas ao redor. Dizer-vos que todos somos Proteção Civil não é apenas um chavão. O cidadão cada vez mais tem de estar informado sobre aquilo que pode e deve fazer. E isso faz toda a diferença naquilo que é o primeiro socorro. É importantíssimo que cada um de nós tenha esse tipo de conhecimentos e é também importante que nós, enquanto agentes de proteção civil, também consigamos passar essa mensagem”, frisou.

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Apesar da probabilidade destes fenómenos acontecerem ser maior noutras regiões do país, Trás-os-Montes também não está imune a estas situações. Júlio Miguel alerta para o facto de existir “uma falha tectónica na Vilarissa” e que “apesar de não ser muito provável que isso venha a acontecer existe essa possibilidade”.

Uma probabilidade que tem de ser acautelada e por isso o Comando Sub Regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes decidiu organizar um simulacro no Centro Social e Paroquial de Santa Eulália em Pinelo, no concelho de Vimioso.

O objetivo foi “preparar a população para o impacto que estes fenómenos podem ter e de que forma agir perante essas emergências”, explicou o segundo comandante, acrescentando que a importância desta simulação recai ainda no facto do território ter construções antigas, nomeadamente nas aldeias, que não estão preparadas para estes fenômenos e “dependendo da magnitude do sismo, o índice de estragos pode ser grande e pode implicar um número elevado de vítimas”, concluiu.

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Resposta positiva dos utentes

O coordenador dos Serviços Municipais de Proteção Civil, Francisco Bruçó, destacou a importância destes exercícios para que os municípios estejam, também eles, preparados nestas situações, bem como as instituições que acolhem pessoas vulneráveis como é o caso dos lares e restantes IPSS.

“O município, como todos os municípios, tem que estar sempre preparado para situações que possam vir a ocorrer inusitadamente. Hoje foi simulado um terremoto seguido de um incêndio dentro do lar. Este exercício serviu, essencialmente, para sensibilizar os idosos e os funcionários do lar para uma situação que possa vir a ocorrer. Isto permite também criar rotinas e exercitar os bombeiros para estarem mais preparados no âmbito de uma situação real, de modo a saberem exatamente aquilo que têm que fazer”.

A avaliação da iniciativa foi igualmente positiva por parte da instituição. Tânia Torrão, diretora técnica do lar mostrou-se satisfeita com a reação dos utentes.

“Correu muito bem. Acima de tudo, superaram as nossas expectativas. Eles reagiram, agacharam-se, protegeram-se. Foi a primeira vez que fizemos um simulacro de terremoto a convite da Proteção Civil. E claro, depois aproveitámos para fazer também um simulacro de incêndio. Após o terremoto há um curto-circuito e deu-se um incêndio. Mas correu muito bem.”

No final do exercício e já em modo de Briefing com todos os intervenientes, o segundo comandante da proteção civil voltou a recordar que, em caso de emergência deste tipo,  o mais importante é a proteção das pessoas, mas também ter o instinto de desligar água, gás e eletricidade para evitar outras situações. Depois proceder à evacuação do local e terminar pela contagem dos utentes e funcionários.

O exercício Terra Treme aconteceu em todo o país, quinta-feira, à mesma hora com o objetivo de sensibilizar para o risco de sismo e promover os comportamentos de autoproteção. 

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