Rio Fervença vai ser reabilitado

O investimento global atualmente estimado é superior a 4,8 milhões de euros.

15 set. 2026, 07:30

O Município de Bragança, a Agência  Portuguesa do Ambiente (APA) e a Universidade Politécnica de Bragança assinaram,  esta segunda-feira, um protocolo de colaboração técnica e científica para a reabilitação e valorização do Rio Fervença.

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Segundo a autarca Isabel Ferreira, uma das prioridades é “a melhoria da qualidade da água e das condições ambientais do  Rio Fervença”. Ao longo do troço urbano estão identificados problemas como a  acumulação de sedimentos, a reduzida circulação e oxigenação da água em alguns  locais, a erosão das margens, a degradação da vegetação ribeirinha e a presença de  espécies invasoras. Para responder a estes problemas, estão previstas “ações de limpeza do leito e remoção de sedimentos e resíduos, recuperação da vegetação  ribeirinha, estabilização e renaturalização das margens, controlo de espécies invasoras  e valorização de açudes”, explicou. A melhoria da circulação e da oxigenação da água é também  uma das componentes previstas. 

A estratégia vai abranger cerca de 3,7 quilómetros do Rio Fervença, numa área aproximada de 15,8 hectares, incluindo a Zona Polis, o Campus da Universidade Politécnica de Bragança e o futuro Parque Verde da Coxa.

A presidente da Câmara de Bragança lembrou que o Parque Verde da Coxa “é um dos projetos que está no Quadro Prioritário de Investimentos, e será objeto de candidatura a fundos comunitários, através do FEDER”, para “criar precisamente esses percursos verdes ao longo do Rio Fervença e reabilitar todas as suas margens”, frisou, sublinhando que permitirá que “espaços que são inacessíveis e nem eram do domínio público, passam a ser, porque com este projeto também houve toda uma aquisição de terrenos por parte da Câmara Municipal, precisamente para que possam ser de domínio público e integrados neste projeto”, destacou.

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A autarca salientou que a assinatura deste protocolo é “importante porque conseguimos reunir aqui os atores relevantes que nos podem ajudar nesta intervenção que é tão desejada por todos e também, naturalmente, termos financiamento para poder ajudar à concretização deste projeto”.

O investimento global atualmente estimado é superior a 4,8 milhões de euros,  distribuído por três fases. Para a Zona Polis 1 estão estimados 800 mil euros, para  o troço do Campus da Universidade Politécnica de Bragança estão destinados 400 mil euros e para o Parque Verde da Coxa mais de 3,6 milhões de euros.

Para a intervenção na Zona do Polis, a APA contribui com um milhão de euros. “Vemos aquela mancha verde à superfície e isso são sintomas que o rio não está bem. Temos que cuidar, temos que melhorar. Todo o equipamento que vai ser aqui instalado, estes aerogeradores, vai introduzir oxigeno para o rio reparar a qualidade de água. E depois há um trabalho da biodiversidade, que é melhorar as condições de fruição e as condições hidrodinâmicas, é um trabalho que temos para a frente”, apontou o presidente da APA, Pimenta Machado.

A Universidade Politécnica de Bragança terá um papel no que diz respeito à monitorização e componente científica. “A reabilitação de rios precisa obviamente de conhecimento científico, conhecer a fauna, a flora, a dinâmica hidrológica dos rios, e portanto é nessa componente que vamos intervir também integrando diretamente o projeto através do nosso campus”, esclareceu o reitor da Universidade Politécnica de Bragança, Orlando Rodrigues, salientando que a intervenção não será muito extensa, “Será na margem direita do rio e, basicamente, o que se fará é um passadiço para permitir a ligação em corta-mato, muito discreto e materiais sustentáveis e depois a regularização de uma pequena componente do percurso também para permitir o acesso ao rio, com refúgios biológicos. A ideia é tornar o rio mais acessível às pessoas e à cidade”, rematou.

Sobre prazos de execução, Isabel Ferreira não quis avançar datas.Não me comprometo com prazos concretos, porque depois não depende de mim, depende se as empresas concorrerem, se os concursos não ficarem desertos”, concluiu.

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