O presidente da Câmara Municipal de Mogadouro aproveitou um encontro recente com o secretário de Estado da Energia para transmitir pessoalmente a posição do município contra a instalação de novos parques de energias renováveis no concelho.
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A reunião decorreu em Vila Pouca de Aguiar, na semana passada, e serviu para o autarca reforçar uma posição que já tinha sido foi formalizada pelo Executivo Municipal, que aprovou, por unanimidade, a participação institucional do município na consulta pública do Programa Setorial das Zonas de Aceleração para as Energias Renováveis, submetendo um parecer de "Discordância". No documento enviado ao Governo, o município reconhece a importância da produção de energias renováveis e da transição energética para o cumprimento das metas nacionais e europeias, mas sustenta que esse processo deve respeitar critérios de sustentabilidade, justiça territorial e coesão.
Segundo revelou António Pimentel, a mensagem transmitida ao governante foi clara e sem margem para dúvidas. "Tive a oportunidade de reforçar esta minha opinião ao secretário de Estado da Energia, dizendo que Mogadouro, ponto final, parágrafo, em relação a novos projetos de energias renováveis", afirmou.
Apesar da firmeza da posição apresentada, o presidente admite que as autarquias têm uma capacidade limitada para travar este tipo de investimentos, uma vez que a maioria das decisões cabe ao Governo central. "A sensação com que eu fico é que da parte dos licenciamentos e de tudo o que é necessário fazer para avançarem depende muito pouco das autarquias", reconheceu.
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Ainda assim, garantiu que o município utilizará todos os mecanismos ao seu alcance para impedir a concretização de novos projetos no concelho.
A preocupação do município prende-se com a crescente pressão sobre o território para acolher novas infraestruturas de produção de energia.






