Preço do cabaz alimentar sobe para os 256 euros e atinge valor mais alto dos últimos dois meses

Segundo a DECO PROteste, a mesma cesta custava menos 68,27 euros, em 2022, ano em que a monitorização começou a ser feita.

Entre 26 de agosto e 2 de setembro, a massa em espirais e o esparguete foram os produtos que mais encareceram

19 set. 2026, 08:00

O preço do cabaz alimentar subiu, pela terceira semana consecutiva.

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O aumento é de 14,15 euros em comparação com a primeira semana de setembro pelo mesmo cabaz alimentar, que custa agora 255,97 euros, revelou a Associação Portuguesa para a defesa do consumidor, DECO PROteste.

O preço do tomate-chucha, do pão de forma sem codea, do atum posta em óleo vegetal e dos brócolos congelados foram os que mais subiram na última semana. Registando aumentos de mais de 18%, 11% e 9% respetivamente.

Contas feitas, o Tomate-chucha custa agora mais 40 cêntimos do que na semana passada, tendo subido para 2,68 euros por quilo.

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No caso do pão de forma sem codea o aumento é de 26 cêntimos, estando o preço deste produto na ordem dos 2,61 euros.

Também registaram aumentos no preços produtos alimentares como os iogurtes líquidos, a curgete e a carne de novilho para cozer, todos com um aumento de 8%.

Segundo a análise da DECO PROteste, em relação à primeira semana do ano as maiores subidas percentuais foram as do arroz carolino (mais 30%), da couve-coração (mais 28%) e da peixe-espada-preto (mais 27 por cento).

Ainda de acordo com a associação, a mesma cesta custava menos 68,27 euros, em 2022, ano em que a monitorização começou a ser feita.

Os maiores aumentos deste ano para 2022 foram na carne de novilho para cozer, com um aumento de 117%, o bacalhau graúdo e a couve coração que registaram um aumento de mais de 89%.

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Aumentos que se relacionam com as questões geopolíticas que se vivem na atualidade, e que não deverão ficar por aqui, preocupando comerciantes e os consumidores.

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia fez disparar os preços da carne, hortofrutícolas, os cereais de pequena almoço ou o óleo vegetal. Este choque geopolítico atingiu um setor agroalimentar que já acumulava os prejuízos da covid-19 e de uma seca severa em Portugal. A limitação no acesso a cereais importados, somada à subida em flecha dos custos da energia e dos fertilizantes, inflacionou os mercados internacionais e teve impacto direto no custo de vida das famílias.

Mais recentemente, em 2026, a instabilidade no Médio Oriente resultante das tensões entre os Estados Unidos e o Irão veio renovar a pressão sobre as cadeias globais de abastecimento, provocando sucessivos agravamentos nos combustíveis e na energia. Em Portugal, este encarecimento soma-se aos prejuízos materiais causados pelas violentas tempestades do início do ano, sobrecarregando ainda mais os produtores locais.

A juntar a este cenário, os fertilizantes voltaram a atingir valores elevados. Como muitos dos maiores produtores mundiais e de matérias-primas agrícolas se situam no Médio Oriente, e dependem do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, os condicionamentos nesta rota logística inflacionaram drasticamente os custos operacionais do setor, culminando em mais uma vaga de aumentos nos preços dos bens alimentares nas prateleiras.

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