Preço do cabaz alimentar continua a descer

A descida semanal do cabaz não significa que os preços estejam a baixar de forma generalizada. Entre 5 e 12 de agosto, alguns produtos registaram aumentos significativos

O cabaz composto por 63 produtos alimentares essenciais custa agora 252,07 euros

13 ago. 2026, 15:20

O preço do cabaz alimentar essencial registou mais uma ligeira descida.

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Segundo os dados mais recentes da DECO PROteste, o cabaz composto por 63 produtos alimentares essenciais custa agora 252,07 euros, menos 1,53 euros do que na semana anterior. Apesar desta redução, comprar os mesmos produtos custa atualmente mais 10,24 euros do que no início de 2026, uma subida de 4,23%.

 

Alimentos essenciais continuam a encarecer

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A descida semanal do cabaz não significa que os preços estejam a baixar de forma generalizada. Entre 5 e 12 de agosto, alguns produtos registaram aumentos significativos.

Os douradinhos de peixe tiveram a maior subida semanal, de 13%, passando para 6,02 euros. A couve-coração aumentou 12%, para 1,94 euros, enquanto os flocos de cereais ficaram 11% mais caros, atingindo os 2,68 euros.

Na comparação com o mesmo período de 2025, destacam-se ainda o bacalhau graúdo e a couve-coração, ambos com aumentos de 25%, enquanto o robalo ficou 21% mais caro.

 

Mais 64 euros do que em 2022

A diferença torna-se ainda mais expressiva quando se recua a janeiro de 2022, altura em que a DECO PROteste iniciou esta monitorização.

Atualmente, o mesmo conjunto de 63 produtos custa mais 64,37 euros, correspondendo a um aumento acumulado de 34,29%.

Um dos casos mais expressivos é o da carne de novilho para cozer, cujo preço aumentou 121% desde o início da análise, atingindo agora 12,89 euros por quilograma. O bacalhau graúdo subiu 84%, enquanto a couve-coração aumentou 95%.

A ligeira descida registada representa, por isso, apenas um pequeno alívio num cenário em que o cabaz alimentar permanece significativamente mais caro do que há alguns anos.

Para quem faz as compras semanais com um orçamento limitado, a diferença é concreta, são mais 10,24 euros necessários, atualmente, para comprar os mesmos 63 produtos que no início de 2026.