Ponte sobre o rio Maçãs volta a concurso

Segundo concurso para a construção da ponte e dos acessos na EN218, em Vimioso, já foi lançado pela Infraestruturas de Portugal. O procedimento surge depois de o primeiro concurso ter ficado sem adjudicação por falta de propostas dentro do valor disponível

26 ago. 2026, 15:53

A construção da Ponte sobre o rio Maçãs, em Vimioso, voltou oficialmente a concurso, naquele que é o segundo procedimento lançado para concretizar a obra há muito aguardada no distrito de Bragança.

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A Infraestruturas de Portugal (IP) publicou quarta-feira, 26 de agosto, o anúncio do novo concurso público para a execução da empreitada da EN218 – Ponte sobre o rio Maçãs e acessos, com um preço base de 45 milhões de euros, acrescido de IVA. 

O novo concurso representa um reforço de 15 milhões de euros face aos 30 milhões previstos no primeiro procedimento. O presidente da Câmara Municipal de Vimioso espera que este acréscimo seja determinante. “Acho que pode, eventualmente, ser de vez. As duas hipóteses estão em cima da mesa. Pode haver concorrentes e pode não haver. A interioridade tem um preço muito elevado. E espero bem que desta vez, neste concurso, por 45 milhões, seja suficiente para os empresários suportarem os custos da deslocalização para o interior”, rematou António Santos, que considera que o Ministério das Infraestruturas “teve em conta tudo isso”, desde os preços da deslocalização, aos custos da interioridade e ao custo da obra.

O projeto contempla a construção da nova ponte sobre o rio Maçãs e dos respetivos acessos, estando enquadrado numa empreitada de obras públicas destinada à construção, fundação e pavimentação de vias rodoviárias. 

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45 milhões de euros e 900 dias de obra

O concurso lançado pela Infraestruturas de Portugal estabelece um prazo de execução de 900 dias, o equivalente a cerca de dois anos e meio, depois de adjudicada a empreitada. Não estão previstas renovações do contrato. 

António Santos reitera que é “urgentíssimo” que a obra se concretize, não só por uma questão de “rapidez”, mas sim “por questões de segurança”. “A ligação que hoje temos, além de ser muito sinuosa, já não oferece nenhumas garantias de segurança. Tem algumas roturas, fendas graves, abatimentos que podem resultar em situações de risco muito elevado e queda de pedregulhos. Espero bem que não aconteça nada, nenhum acidente”, destacou ainda o presidente.

As empresas interessadas têm até 8 de outubro de 2026 para apresentar as suas propostas. 

O critério de adjudicação será multifator, o preço terá um peso de 80%, enquanto a qualidade representa os restantes 20%. Dentro dos critérios de qualidade serão avaliados, entre outros aspetos, o cronograma financeiro, o plano de mão de obra, o plano de equipamentos, o programa de trabalhos e a memória descritiva e justificativa.