Polybat cresce na região e leva inclusão ao desporto em Bragança
Segundo torneio regional da zona norte aconteceu esta terça-feira no Pavilhão da Coxa, em Bragança
Bragança recebeu o segundo torneio regional de polybat, ou tênis de mesa lateral. Esta modalidade adaptada semelhante ao tênis de mesa.
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Organizado pelo Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires, o torneio contou com oito equipas compostas por utentes de várias instituições da região Norte.
Sergio Afonso, técnico de desporto dos Santos Mártires, considera que esta modalidade permite uma inclusão transversal a todas as áreas da deficiência.
“Esta modalidade, permite efetivamente uma inclusão plena. Hoje temos aqui presentes atletas cadeirantes, que habitualmente são as pessoas que têm um índice de mobilidade menor e que sofrem mais entraves, que têm que vencer mais barreiras para sair das suas instituições e poder também ter acesso à prática desportiva”, disse.
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Para o técnico a modalidade tem conquistado os atletas da região, tendo surgido pela primeira vez no concelho em 2017.
“É uma modalidade muito inclusiva que introduzimos também aqui no distrito de Bragança já desde 2017, quando de uma formação foi dinamizada pela Federação Portuguesa de Desporto para as Pessoas com Deficiência. Nessa altura sensibilizámos os técnicos e os professores da educação especial e da educação física do desporto escolar das escolas para a introdução de uma modalidade nova que foi o polybat”, contou acrescentando que desde então o desporto se enraizou na região.
Esta competição tem ainda como objetivo apuramento dos participantes para o Campeonato Nacional. Sendo assim, mais um motivo de orgulho para o Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires. “Para nós, enquanto a entidade organizadora é uma mais-valia termos aqui este campeonato porque é a prova de que o desporto adaptado está vivo na cidade de Bragança”, frisou Sérgio Afonso.
Apesar de recente, a modalidade está em ascensão e segundo a diretora técnica da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, Carlota Cunha, o crescimento deve-se pela abrangência e pela simplicidade das regras de jogo.
“É uma modalidade simples. Nós vemos este jogo nas feiras populares, nas salas de jogos, é muito parecido com o air hockey. Basta nós colocarmos duas raquetes na mesa, as pessoas pegam e começam a jogar. Portanto, isso também facilita o crescimento da modalidade. Nós temos à volta de uma centena de praticantes em todo o país”, frisou.
O torneio decorreu, ontem, em Bragança sagraram-se vencedores Hermes Lopes da ASCUDT em PB3, Renata Pereira da APPACDM da Maia em PB4 feminino e Gualter Silva da APADI Bragança em PB4 masculino.
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