Pastor de Miranda do Douro contesta indemnização de 40 euros por ovelha após ataque de lobo
Exploração de José Carvalho sofreu o maior ataque registado nos últimos anos e só recebeu a indemnização dois meses depois
Os ataques de lobos a rebanhos continuam a preocupar os produtores pecuários da região, não só pelas perdas de animais, mas também pelos valores e pela demora no pagamento das indemnizações. É o caso de José Carvalho, pastor de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, que, após um ataque de lobo à sua exploração, em julho, recebeu apenas 40 euros por cada uma das cerca de 50 ovelhas mortas.
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O ataque, um dos maiores registados na região nos últimos anos, provocou prejuízos significativos ao produtor. A indemnização chegou apenas no final de setembro, cerca de dois meses depois, e sem qualquer aviso prévio por parte do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP).
"Nunca me disseram nada e no dia 30 do mês de setembro depositaram 40 euros por ovelha. Agora vou reclamar porque aquilo não tem lógica nenhuma, são borregas novas todas de um ano. E querem-me dar 40 euros, que é o preço de dois ou três quilogramas de carne. É mesmo ridículo e é de estarem a gozar com os produtores", reclamou, acrescentando que as ovelhas dele são, essencialmente, para criação logo "são muito mais caras. Elas estão a ser vendidas nos 220 euros, 250 euros", frisou.
Questionado sobre o novo despacho do governo, José Carvalho considera que "é bom" mas frisa que "é preciso que eles cumpram e que paguem o valor justo"
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"Eles dizem uma coisa mas no terreno fazem outra. Antes pagavam pouco e quando foi o meu ataque subiram os preços para 110 euros e agora a mim querem-me dar 40 euros quando há provas que foi o lobo", afirmou indignado.
José Carvalho tem, atualmente, cerca de 300 ovelhas, nunca chegou a repor os animais que perdeu por não ter condições para o fazer. Contou ainda que vai reclamar por não concordar com o valor atribuído e por não ter obtido qualquer justificação por parte do IFAP.
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