Mogadouro acolheu, entre 24 e 26 de julho, mais uma edição do Festival Terra Transmontana, iniciativa que voltou a transformar a Zona Histórica da cidade num palco vivo das tradições transmontanas, com três dias dedicados à cultura, à etnografia e à identidade do concelho.
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Este ano, subordinado ao tema "Festas e Romarias d'Antigamente", o certame recriou algumas das celebrações populares que marcaram gerações de mogadourenses, desde procissões e bailes às segadas, aos serões de verão e aos cantares tradicionais. A programação incluiu ainda mercado tradicional, artesanato, gastronomia regional, tasquinhas, animação de rua, demonstrações de ofícios antigos e o habitual Grande Desfile Etnográfico, um dos momentos mais marcantes do festival.
Para o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, o Festival Terra Transmontana é hoje muito mais do que um evento cultural, constituindo uma das principais marcas identitárias do concelho. "Acho que é um dos eventos que distingue e marca o território, pela sua simplicidade, mas também porque todos os anos lhe damos uma nova versão", afirmou António Pimentel.
Segundo o autarca, a renovação constante do conceito tem permitido manter vivo o interesse do público sem perder a ligação às raízes do concelho. "Vamos renovando aquilo que é a identidade do território e puxando por aquilo que tem força no território, que são as pessoas, as tradições, os costumes e o património imaterial que temos”, reforçou.
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A estratégia do município vai além da valorização cultural, como sendo através do festival. Para o autarca, a preservação do património imaterial deve estar ligada à criação de novas oportunidades económicas, sobretudo através do turismo. "Estamos a conectar tudo isto com a componente turística, à qual damos muita importância”, disse ainda António Pimentel, que entre os projetos que a câmara considera prioritários está a valorização dos Lagos do Sabor, apontados como um dos “principais ativos turísticos do concelho e de todo o território do Baixo Sabor”.
À margem, do festival, o presidente revelou que o município continua a trabalhar na criação de infraestruturas que permitam potenciar aquele espaço natural, objetivo que, segundo afirmou, tem sido partilhado pelos restantes municípios da região. "Temos estado a trabalhar nessa vertente para ver se conseguimos instalar nos Lagos do Sabor infraestruturas que permitam a fruição dessa pérola que está por explorar”, destacou, dizendo-se convencido que este será um “grande elemento para dar potencialidades turísticas ao território”. "Acho que aqueles que investirem primeiro não se vão arrepender”, frisou ainda.
Segundo o presidente da câmara, esse potencial começa já a refletir-se no interesse de investidores privados pelo concelho. Entre os exemplos apontados está a aquisição do Solar dos Pimenteis, em Castelo Branco, para dar continuidade ao projeto hoteleiro previsto para o edifício, bem como a construção de uma nova unidade hoteleira na Avenida do Sabor. "Há manifestamente vontade de alguns investidores”, terminou António Pimentel.
Outro projeto que o município espera ver em curso é o centro hípico com hotel, em Santiago. O presidente revelou que o complexo deverá seguir em breve para hasta pública, depois de passar para a posse da Junta de Freguesia, estando a câmara a prestar apoio técnico ao processo.






