Ninhos de vespa asiática destruídos em Vila Flor já são o triplo do ano passado

Número de ninhos identificados no concelho poderá chegar aos 200 até ao final do ano. O presidente do município, Pedro Lima, alerta para a necessidade de uma resposta nacional mais coordenada e com mais recursos.

09 out. 2026, 07:30

Mais de 150 é o número de ninhos de vespa asiática que já foram destruídos, este ano, no concelho de Vila Flor. O número representa um aumento “muito significativo” face ao ano passado, segundo esclareceu o presidente da câmara municipal. Pedro Lima adiantou ainda que se o atual ritmo de ocorrências se mantiver, o concelho “poderá chegar ao final do ano com cerca de 200 ninhos eliminados”.

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Conforme explicou ainda, em 2025, tinham sido identificados e destruídos cerca de 55 ninhos. A confirmar-se a previsão para este ano, o número representará praticamente o quadruplicar das ocorrências.

A presença da espécie invasora não é, contudo, uniforme em todo o território. De acordo com Pedro Lima, “existe uma maior concentração de ninhos na zona do Vale da Vilariça”, situação que o autarca associa às condições agroclimáticas e ao microclima daquela área.

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Município reforça meios de combate

Perante o aumento das ocorrências, Pedro Lima avançou que a Câmara Municipal de Vila Flor tem vindo a reforçar a resposta através da Proteção Civil Municipal, do Gabinete Técnico Florestal e dos Sapadores Florestais Municipais.

Segundo Pedro Lima, atualmente, os ninhos identificados no concelho são intervencionados “em tempo útil”, não existindo uma lista de espera para a sua eliminação. No entanto, o aumento das ocorrências “está a obrigar o município a mobilizar cada vez mais recursos humanos e equipamentos”.

O autarca defende, por isso, uma intervenção mais abrangente e coordenada a nível nacional. “A palavra é coordenação e músculo”, afirmou Pedro Lima, defendendo uma resposta conjunta dos municípios e do Estado, nomeadamente ao nível da formação, dos recursos humanos e da disponibilização de equipamentos adequados.

Sobre esta matéria, o presidente da câmara alertou ainda que uma atuação isolada dos municípios poderá revelar-se “insuficiente”, uma vez que a expansão da espécie não respeita fronteiras administrativas.

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Impacto preocupa apicultores

O aumento da vespa asiática representa também uma ameaça crescente para a atividade apícola do concelho, já que, devido à sua dimensão e capacidade predatória consegue destruir com facilidade enxames de abelhas. “É por isso que o município também faz um esforço acentuado no sentido de abater os ninhos assim que tomamos conhecimento da existência dos mesmos”, explicou Pedro Lima.

E, para além da destruição dos ninhos, a autarquia tem apostado na instalação de armadilhas em articulação com os apicultores. Em 2025 foram distribuídas 65 armadilhas, número que aumentou para 80 em 2026. Nas armadilhas instaladas no ano passado foram capturadas cerca de 2.500 vespas, enquanto este ano o número já ronda as 4.200.

Novas técnicas para eliminar os ninhos

A estratégia de combate também evoluiu. De acordo Pedro Lima, a técnica utilizada deixou de recorrer à incineração dos ninhos, passando a ser aplicada a inoculação de um biocida com atrativo, destinado a eliminar progressivamente a colónia. Os Sapadores Florestais Municipais utilizam canas de carbono com doseador nos ninhos de acesso normal e marcadores de ar comprimido, através de projéteis, quando os ninhos se encontram a grande altura ou em locais de difícil acesso.

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