Município reforça apoio aos produtores pecuários e apicultores do concelho

Na pecuária apoios vão dos quatro aos 20 euros e na apicultora é de 2 euros

06 nov. 2026, 13:41

O município de Torre de Moncorvo vai continuar a apoiar os criadores de bovinos e ovinos do concelho. O Presidente da Câmara Municipal, José Meneses, adianta os objetivos deste apoio municipal.

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“Queremos potenciar cada vez mais condições para que haja mais criadores no nosso território. Nós sabemos das dificuldades sentidas por eles, nomeadamente na baixa preço do leite e também no escoamento dos próprios borregos, e por isso mesmo queremos, de alguma maneira, ajudar a mitigar estas duas situações de dificuldade. A ideia também é proteger, cada vez mais, a saúde pública através da vacinação e da inspeção periódica para que haja cada vez menos situações de brucelose”, explicou acrescentando que, nos últimos 20 anos houve uma quebra “significativa” no número de produtores e efetivos no concelho. “Neste momento, o concelho de Torre de Moncorvo tem à volta de 100 registos de criadores e contamos com 5700 efetivos ovinos e caprinos e à volta de 25 efetivos bovinos”, disse.

O apoio anual é de quatro euros por ovinos e caprinos e 20 euros por bovinos. Valores facultados pelas Organizações de Produtores para a Sanidade Animal.

A inscrição  dos interessados deve ser feita até dia 31 de dezembro deste ano. Os produtores devem fazer a entrega dos comprovativos de pagamento de quota anual de 2026 ao ADS/OPP de Torre de Moncorvo, o comprovativo do Ministério da Agricultura com o efetivo da exploração e certidão de não dívida à Autoridade Tributária e à Segurança Social.

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Apoio aos produtores afetados pelos incêndios

Além do apoio monetário anual, o município de Moncorvo está também a entregar fardos de palha para fazer face à falta de alimento para os animais, na sequência dos incêndios.

“Vamos ajudar os criadores que  estão inscritos nas freguesias onde houve os incêndios. Vamos ajudar com fardos de aveia no intuito de mitigar a escassez do alimento provocada pelos incêndios. Neste caso foram distribuídos 116 fardos pelos criadores na aldeia da Cardanha”, disse explicando que os criadores anseiam pela chuva para que pasto possa rebentar. Caso contrário os animais “têm que ser alimentados na manjedoura e isso tem custos significativos”.  

Os fardos de palha são entregues a todos os pastores inscritos nas freguesias assoladas pelos incêndios, nomeadamente em Carviçais e na União das Freguesias de Adeganha e Cardanha.

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 Apicultores também são visados por apoio da autarquia

O município anunciou ainda um apoio direcionados para os apicultores com atividade no concelho.

O valor previsto é de dois euros por colónia elegível, “devidamente declarada e integrada em apiário registado e localizado no território municipal”, refere a autarquia em comunicado.

O objetivo desta ajuda é, segundo José Meneses, de “minimizar a quebra de receita que os produtores têm vindo a sofrer, devido à diminuição dos apiários e ao aumento dos preços dos produtos para alimentação e para os tratamentos adequados às doenças infeciosas das abelhas”.

À semelhança do apoio aos produtores de gado e rebanho, os apicultore  devem efetuar o pedido  até dia 31 de dezembro de 2026, no Balcão Único da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. Os interessados têm de entregar o comprovativo do registo de atividade apícola e respetivo número de apicultor; comprovativo da declaração de existências aplicável, com identificação e localização dos apiários e discriminação do efetivo necessário ao cálculo do apoio, comprovativo de IBAN e comprovativos da regularidade tributária e contributiva.

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