O Município de Bragança, a Junta de Freguesia de Coelhoso e a Universidade Politécnica de Bragança, antigo IPB, através do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), assinaram um protocolo de colaboração para dinamizar o Centro Interpretativo de Coelhoso e valorizar a produção de azeite, azeitona e olival da freguesia.
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A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, explicou que o centro interpretativo foi construído com recurso a fundos europeus, mas permanece sem utilização desde a sua conclusão. Segundo a autarca, o protocolo pretende dar uma nova vida ao espaço, aproveitando o conhecimento técnico e científico do CIMO na área do olival e do azeite.
“O município de Bragança chamou a Junta de Freguesia e o Instituto Politécnico de Bragança para criarmos um protocolo de colaboração que permita não só valorizar estes produtos, como utilizar aquela infraestrutura que está disponível”, afirmou.
Isabel Ferreira revelou ainda que o espaço necessita de equipamento para entrar em funcionamento, pelo que as três entidades pretendem candidatar-se a programas de financiamento ligados à agricultura. A ideia passa por instalar maquinaria, não para uma exploração industrial, mas para criar uma unidade piloto que permita desenvolver projetos de investigação e inovação em parceria com o IPB.
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“A uma escala piloto pode, por exemplo, permitir a realização de projetos europeus de parceria com o Instituto Politécnico de Bragança e ter ali um equipamento que permita experimentar projetos inovadores e diferenciadores a uma escala piloto e que depois possa passar para instalações industriais e cooperativas que existem também no nosso concelho”, explicou a autarca.
Isabel Ferreira sublinhou ainda a importância de potenciar territórios como Coelhoso e Izeda, onde a produção de azeite tem um peso significativo, adiantando que, nesta fase, o protocolo não envolve qualquer financiamento, mas estabelece um compromisso de cooperação entre as entidades para desenvolver candidaturas e outras iniciativas conjuntas.
Para o presidente da Junta de Freguesia de Coelhoso, Ramiro Veiga, o protocolo representa um passo importante para concretizar a instalação da maquinaria.
O autarca explicou que o objetivo passa por permitir que os produtores da freguesia possam transformar localmente a azeitona, evitando deslocações a lagares de outras localidades, como Izeda e Argozelo.
“Na altura do Natal há muito gelo, a estrada de Argozelo é muito íngreme, é muito perigosa, e torna-se desconfortável ir fazer o azeite fora de Coelhoso. Pois é por isso mesmo que nós estamos queremos conseguir ter aqui um lagar”, disse, explicando que o projeto não tem fins lucrativos e que, numa fase posterior, poderá dar origem à criação de uma cooperativa. Para já, o principal objetivo é garantir um lagar que permita produzir azeite de qualidade na própria freguesia, valorizando um dos produtos mais emblemáticos de Coelhoso.





