Motocruzeiro prevê edição histórica da Concentração Internacional de Bragança

A edição deste ano ficará marcada por uma homenagem a João Pires, motociclista de 31 anos que morreu, no ano passado.

07 ago. 2026, 09:31

Começa hoje a 34º Concentração Internacional de Bragança. A organização está a cargo da Motocruzeiro e, segundo o presidente, a expetativa é reunir milhares de motociclistas portugueses e estrangeiros, cerca de 10 mil pessoas.

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O evento está a crescer e, por isso, há necessidade de encontrar um espaço maior. O Campo do Trinta, ao lado da avenida onde acontece a concentração, é um boa hipótese a considerar, esclarece Francisco Vara.

“Eu vejo que poderá haver aí alguma hipótese, dependendo das condições que vão ser criadas lá, mas sem abandonar o espaço onde estamos agora, porque esse espaço, não sendo exatamente o ideal, tem um espaço ali muito bem enquadrado, tem os balneários, tem uma pista para o freestyle, porque a nossa concentração faz a diferença no âmbito do freestyle. Não tendo outros lugares melhores, acabámos por estar ali, mas certo é que temos necessidade de algo mais. O ano passado tivemos ali 7000 pessoas porque tínhamos 7000 entradas e foi tudo esgotado à meia-noite de sábado. Este ano estamos com um número de 10000 entradas. Vamos ver o que é que vai acontecer”, contou.

Ao longo de mais de 3 décadas, a concentração evoluiu significativamente, sendo que as primeiras edições decorreram no centro da cidade, na Avenida Sá Carneiro, mas a dispersão das atividades por vários locais tornava a organização demasiado complexa.

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A concentração é o evento mais importante da Motocruzeiro. “A concentração como uma série de eventos que acontecem durante o ano, pois são acima de 15 eventos por ano, neste caso e este ano em concreto, mas na verdade a concentração é o ponto mais alto e de estar com as nossas gentes, com a nossa cidade, também com muita gente que vem de fora, mas com a cidade, porque esta cidade de Bragança está completamente envolvida.”

A Concentração Internacional de Bragança é das mais antigas do país e, por isso, continua a atrair centenas de motociclistas, que, segundo a organização, vêm também pela forma como a região os recebe.

“As pessoas vêm a Bragança porque gostam de andar de mota, porque em Bragança são bem recebidas. As pessoas de Bragança, não digo de Bragança, mas digo da região, os transmontanos recebem muito bem. Nós temos muito bons restaurantes e hotéis e portanto temos condições ótimas para receber as pessoas. E portanto era obrigatório. Muita gente ia a Faro, vai e continua a ir a Faro. Faro é um mundo à parte, mas depois tinha que vir a Bragança e depois ir a Góis. Ainda hoje acontece um pouco isso.”

Uma das imagens de marca da concentração continua a ser o espetáculo de freestyle. O tradicional passeio noturno volta a ser um dos momentos mais aguardados da concentração.

A edição deste ano, que termina domingo, ficará marcada por uma homenagem a João Pires, motociclista de 31 anos que morreu, no ano passado, quando regressava a casa, depois da concentração.