Motocruzeiro pede mais apoio para fazer crescer a Concentração Internacional

O presidente da Motocruzeiro, Francisco Vara, considera que o evento já atingiu uma dimensão que justificaria uma aposta mais forte

34ª Concentração Internacional de Bragança decorreu entre sexta e domingo

10 ago. 2026, 07:33

A falta de apoios financeiros continua a ser um dos principais obstáculos ao crescimento da Concentração Internacional de Bragança. O presidente da Motocruzeiro, Francisco Vara, considera que o evento já atingiu uma dimensão que justificaria uma aposta mais forte, sobretudo por parte da Câmara Municipal, que permitisse à organização reforçar a programação e contratar bandas de maior nome para as noites da iniciativa. “Era necessário mais apoios, isso é evidente”, afirmou Francisco Vara, que aponta diretamente a falta de capacidade financeira como uma das razões pelas quais a Motocruzeiro não consegue dar um novo salto na dimensão do evento. “Não temos um apoio forte em termos de verbas para poder investir numa banda de nome para a noite de sábado”, lamentou.

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Para Francisco Vara, seria precisamente essa mudança no cartaz musical que poderia ajudar a concentração a crescer ainda mais. “Era preciso essa mudança”, defendeu, acrescentando que, sem “um apoio diferente, mais intenso, mais forte da parte da Câmara”, a evolução do evento ficará necessariamente limitada.

Segundo o responsável, a organização conta com o apoio de vários empresários locais, mas esse contributo é sobretudo feito através de bens e serviços. “Esses empresários são, digamos, a nossa força”, reconheceu, referindo-se apoios ao nível da logística, equipamentos, t-shirts, pulseiras, sacos e outros materiais necessários à realização da concentração.

 

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Espaço permite crescer, mas tem limites

A outra questão que começa a colocar-se com o crescimento da concentração, é o espaço onde o evento se realiza. Francisco Vara admitiu que gostaria de ter um recinto maior, mas, ainda assim, referiu que dificilmente se encontraria um espaço como o atual, com algumas zonas de sombra, instalações sanitárias e uma pista adequada às atividades de freestyle.

O problema poderá surgir se a concentração continuar a aumentar. “Não vamos crescer, crescer, crescer, mas se houver mais um aumento de participantes, o espaço fica pequeno”, reconheceu. É por isso que Francisco Vara olha com expectativa para uma eventual solução no Campo do Trinta.

 

Uma concentração que se mantém entre as maiores

Apesar das dificuldades, o balanço da edição é positivo. A concentração, que decorreu entre sexta-feira e domingo, continua a atrair milhares de participantes e mantém uma dimensão que Francisco Vara considera particularmente relevante, depois de mais de três décadas de história.

A concentração é o principal evento anual da Motocruzeiro e aquele que envolve “maior trabalho, dinâmica e projeção”, mas Francisco Vara rejeita a ideia de que o clube viva apenas para este momento, lembrando que são várias as iniciativas desenvolvidas ao longo do ano.

A longevidade do evento é, para Francisco Vara, resultado de um “conjunto de fatores”. Bragança esteve entre as primeiras cidades portuguesas a receber uma concentração motard e, ao longo dos anos, a Motocruzeiro foi conseguindo manter a iniciativa e reforçar a sua projeção. O presidente do clube aponta também a própria cidade como uma das razões para a continuidade do evento. “A hotelaria, as condições disponíveis e a envolvência de Bragança contribuem para que os motociclistas continuem a regressar”, terminou.