Ministro da Agricultura defende formação e tecnologia para garantir futuro da pastorícia
José Manuel Fernandes não descarta criação de formação para pastorícia e introdução de novas tecnologias no setor
A renovação geracional na agricultura e a necessidade de formar novos pastores estiveram em destaque nas declarações do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, em Vimioso, durante o Concurso de Gado Mirandês, integrado nas comemorações do Dia do Município.
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José Manuel Fernandes revelou que foram disponibilizados 331 milhões de euros a nível nacional para apoiar a entrada de jovens no setor agrícola, destacando o desempenho do distrito de Bragança, que, segundo o governante, foi aquele que apresentou mais candidaturas aprovadas. “O distrito de Bragança foi o que apresentou mais candidaturas e as candidaturas para jovens agricultores com pontuação positiva foram todas aprovadas”, afirmou.
A intervenção do ministro surge num contexto de preocupação com o envelhecimento dos produtores e pastores, sobretudo na atividade pecuária, e com a necessidade de garantir a entrada de novas gerações no setor, particularmente, no rejuvenescimento da mão de obra.
Nesse sentido, José Manuel Fernandes mostrou-se disponível para apoiar a criação de uma estrutura de formação dirigida aos pastores, embora defenda que a iniciativa deverá ter uma dimensão territorial alargada.
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“Há algo que é de salutar, que é o desejo de mais conhecimento. Não podemos é ter uma escola profissional em cada sítio ou em cada concelho, tem que ter também escala. Eu estou totalmente disponível para esse objetivo. Um objetivo onde nós também queremos mais modernidade”, afirmou.
Modernizar o setor
O titular da pasta da Agricultura defendeu ainda a necessidade de modernizar a atividade pastoril, apontando para a utilização de novas tecnologias e até sugeriu a utilização de drones, a georreferenciação dos animais e as cercas virtuais.
“um dia desses vão ser drones que vão vigiar e ver onde estão as ovelhas, estando elas georreferenciadas, com cercas virtuais e a podê-las mudar sem ter ninguém a mudá-las. Não tenho a mínima dúvida disto”, frisou.
O ministro associou esta aposta na formação e modernização ao Ano Internacional do Pastor e das Pastagens, defendendo que o conhecimento é “absolutamente essencial”. Ao mesmo tempo, sublinhou que uma iniciativa desta natureza deverá envolver uma área territorial alargada, com vários municípios.





