Miguel Vaz prepara última prova da temporada no Campeonato Regional PentaControl MX

A última prova da temporada do Campeonato Regional PentaControl MX está marcada para o próximo dia 25 de outubro, em Tarouca.

08 out. 2026, 08:00

O piloto brigantino Miguel Vaz, que tem levado o nome de Bragança às pistas de motocross, prepara-se para disputar a última prova da temporada do Campeonato Regional PentaControl MX, marcada para o próximo dia 25 de outubro, em Tarouca.

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O piloto encontra-se atualmente na 8.ª posição da classificação geral e ainda tem margem para subir na tabela na derradeira prova. “A expetativa é melhorar o resultado em termos do campeonato e acabar a corrida sem nenhuma lesão, que é o mais importante”, explica Miguel Vaz, que admite ainda ser possível recuperar posições. “Estou em 8.º lugar. Agora, dependendo do resultado desta, ainda consigo recuperar algum lugar, penso que posso subir até ao 5.º lugar, porque os da frente só estão apenas com um ou dois pontos”, afirma.

A prestação ganha ainda maior significado por se tratar da primeira época em que Miguel Vaz competiu na classe Promoção. “Eu nunca esperei estar nos 10 primeiros lugares, sendo a primeira vez que entrei noutra classe, e que aqui já é mais um pouco rigoroso. Acho que até me saí bastante bem.”

Com os olhos já postos na próxima temporada, o piloto acredita que a experiência adquirida este ano poderá permitir-lhe dar um passo em frente. “Para o ano acho que vai correr melhor. Sendo que não correu muito mal esta vez, acho que para o ano dá para fazer melhor”, antecipa. O campeonato deverá regressar entre março e abril.

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Custos elevados e poucas condições para treinar

A participação no motocross representa um esforço significativo, sobretudo para um piloto que vive no interior do país. Miguel Vaz explica que cada prova implica uma despesa que ronda os 400 a 500 euros, entre combustível, estadias, alimentação, manutenção e preparação da mota.

“Cada corrida fica em torno de 400 a 500 euros”, refere, acrescentando que a maioria das provas obriga a longas deslocações. A prova mais próxima foi realizada em Valpaços, enquanto as restantes implicaram viagens de cerca de 250 a 300 quilómetros apenas para chegar ao local.

Além dos custos das deslocações, existem ainda as despesas relacionadas com a própria mota. “Há revisões da mota e preparação para a mota, porque em cada corrida há material que tem que mudar”, explica. As exigências das competições obrigam também a que o equipamento esteja em boas condições.

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A distância das pistas e a falta de infraestruturas na região constituem outro dos obstáculos. Segundo Miguel Vaz, Bragança não dispõe atualmente de uma pista onde possa treinar regularmente, sendo Valpaços uma das opções mais próximas. O piloto recorre também a uma pista em Parada do Pinhão, na zona de Vila Real. “No nosso concelho não há nenhuma pista para treinarmos. A mais perto que temos é Valpaços”, lamenta.

Para o piloto, treinar em circuito é fundamental e não pode ser totalmente substituído pela prática em caminhos abertos. “É diferente andar em caminhos abertos, livres, do que num circuito fechado”, sublinha.

Miguel Vaz considera que o motocross continua a ter pouca visibilidade na região de Bragança, onde outros desportos, como o futebol e o ciclismo, acabam por concentrar grande parte das atenções. “Aqui na nossa zona há muito poucas pessoas a olhar para este desporto”, partilha.

Ainda assim, o piloto tem conseguido marcar presença nas provas ao longo da temporada, apesar do esforço financeiro e logístico. “Com todo o esforço consegui ir a todas as corridas. Só não fui a uma”, conta.

Agora, numa altura em que se prepara para a última corrida da época, o objetivo passa por terminar a temporada da melhor forma possível. “Quero melhorar o resultado em termos do campeonato e acabar a corrida sem nenhuma lesão”, conclui.

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