Manchas verdes no rio Tua levam ao cancelamento de evento

O presidente da Câmara espera ter acesso aos resultados das análises durante esta quinta-feira

03 set. 2026, 11:52

O Clube Azenhas Vivas denunciou, esta quinta-feira, a presença de extensas manchas e acumulação de matéria verde na água do rio Tua, na Praia do Açude, junto à Ponte de Vilarinho das Azenhas, no concelho de Vila Flor. A situação levou ao cancelamento do evento Tua Lazer 2026, que estava previsto para decorrer naquele local, este sábado.

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De acordo com o clube, uma monitorização técnica realizada no local permitiu verificar que a água do rio apresenta uma “coloração totalmente verde” tanto a montante como a jusante, abrangendo todo o caudal.

“A água apresenta um estado que, aos nossos olhos, é profundamente preocupante, com extensas manchas e acumulações de matéria verde à superfície e junto às margens”, refere o Clube Azenhas Vivas, que habitualmente promove naquele espaço atividades de canoagem, kayak e Stand Up Paddle.

Perante a ausência de informação que permita garantir a segurança dos participantes, o clube decidiu cancelar o evento. “A saúde pública e integridade física dos nossos associados e participantes tem de estar, acima de tudo, em primeiro lugar”, justificou.

Octávio Rodrigues, do Clube Azenhas Vivas, admite que, para já, não é possível determinar a origem da alteração da água. “Não sabemos o que é que aconteceu, não sabemos se é alguma proliferação de algas ou não, não sabemos se é alguma descarga de alguma indústria”, afirmou.

O cancelamento representa um revés para a organização, uma vez que o evento já tinha várias dezenas de participantes inscritos. “É uma pena. Mas priorizamos a saúde e o bem-estar das pessoas e o bom nome também do Clube Azenhas Vivas”, acrescentou Octávio Rodrigues.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Pedro Lima, confirmou ao Jornal Nordeste que teve conhecimento da situação e que já foram recolhidas amostras de água para análise.

“Os técnicos foram ontem ao local para fazerem a recolha para análise. Ainda não temos esse resultado”, revelou o autarca.

A situação foi entretanto comunicada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Pedro Lima adiantou que, à primeira vista, “parece haver um volume anormal de algas no rio”, mas sublinhou que ainda não é possível determinar a origem do fenómeno. “Não sabemos se a razão é natural ou não”, afirmou.

O presidente da Câmara espera ter acesso aos resultados das análises durante esta quinta-feira, o que deverá permitir esclarecer a natureza das manchas verdes e perceber se existe algum risco associado à qualidade da água.

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