King of Portugal atraiu milhares de visitantes a Vimioso

Vimioso voltou a ser o centro das atenções do todo-o-terreno com a realização de mais uma edição do King of Portugal, que decorreu entre 7 e 10 de outubro.

12 out. 2026, 07:30

A competição reuniu 72 equipas de 11 nacionalidades e levou milhares de pessoas ao concelho, num evento que a organização considera estar entre os maiores da Europa na modalidade.

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De acordo com José Santos, organizador e diretor da prova, a dimensão alcançada exige uma operação logística cada vez “mais complexa”, tanto pela quantidade de participantes como pelo número de viaturas e acompanhantes.

“Cada equipa traz à volta de 10 a 20 pessoas. Por isso, torna-se uma logística muito grande”, explicou o responsável, que considera que a prioridade passa agora por manter a dimensão do evento e melhorar as condições oferecidas aos participantes.

A edição deste ano contou com equipas de 11 nacionalidades, além da presença de representantes de outros países que colaboraram com a organização, elevando para 13 o número de nacionalidades presentes em Vimioso.

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Na categoria Unlimited, os vencedores foram Emanuel Costa e Ricardo Silva, ao volante do Jimmy’s Dragon, a principal classe da competição. A equipa completou as duas etapas com um tempo total de 7 horas, 49 minutos e 59 segundos. Alan Zahra e Peter Sammut, da equipa Pitass Racing Team, terminaram na segunda posição, enquanto Rui Santana e Cristiano Fernandes fecharam o pódio.

Na categoria Legend, a vitória pertenceu a António Moreira e Mário Brandão, em Nissan Proto Valclima. Em Modified, Hernâni Gonçalves e Helder Oliveira conquistaram o primeiro lugar, ao volante de um Nissan Patrol Y60. Já na categoria Stock/UTV, o triunfo foi para a dupla formada por Nikolay Elistratov e Licia Cornali, num Skyworks RZR Turbo.

Obstáculos que se tornaram símbolos da prova

O King of Portugal distingue-se pela dureza do percurso e por obstáculos que, ao longo dos anos, ganharam identidade própria. Entre os mais conhecidos estão a zona dos Ovos, a Porta do Diabo e a zona da Tartaruga.

José Santos explicou que muitos destes nomes nasceram de episódios vividos no terreno e de histórias associadas à competição.

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A zona dos Ovos, por exemplo, foi batizada pelo próprio organizador em conjunto com um participante norte-americano. Já a Porta do Diabo herdou o nome de um comentário feito por um piloto italiano, que comparou o obstáculo a algo diabólico.

São estas particularidades que ajudam a construir a identidade do evento e a torná-lo reconhecido entre os praticantes do todo-o-terreno extremo.

Mais de 60 mil pessoas e alojamento esgotado

O impacto do King of Portugal ultrapassou a vertente desportiva. José Santos estima que mais de 60 mil pessoas tenham passado por Vimioso ao longo dos quatro dias do evento, embora ressalve que se trata de uma estimativa baseada na sua perceção da afluência.

Só entre as equipas, a organização contabilizou cerca de 1400 pessoas registadas. A procura de alojamento foi também significativa, com a capacidade disponível em Vimioso esgotada e a necessidade de recorrer a unidades hoteleiras de concelhos vizinhos.

O próprio diretor da prova revelou ter reservado 24 quartos em Miranda do Douro para responder às necessidades logísticas.

Apesar do impacto, José Santos considera que “a falta de alojamento não deve ser vista como o principal fator para determinar o sucesso ou o insucesso da competição, uma vez que o desenvolvimento dessa capacidade exige uma estratégia mais ampla do que a realização de um único evento anual”, frisou.

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