Isabel Ferreira faz um balanço “muito positivo” dos primeiros 12 meses à frente da Câmara Municipal de Bragança, mas reconhece que o primeiro ano de mandato foi marcado sobretudo pela reorganização interna da autarquia, pela preparação de projetos e pela procura de financiamento. A presidente quer agora que essa fase dê lugar à concretização de obras.
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Eleita em outubro de 2025, Isabel Ferreira tornou-se a primeira mulher a presidir à Câmara de Bragança e devolveu o município ao Partido Socialista, que venceu as eleições com 50,31% dos votos, pondo fim a 28 anos de liderança do PSD.
No balanço dos primeiros 12 meses, a autarca fala num período de muito trabalho. “Foi um balanço muito positivo porque foram 12 meses de trabalho muito intenso que envolveu o executivo, envolveu os dirigentes, envolveu os trabalhadores do município numa nova dinâmica”, afirmou.
A reorganização da estrutura municipal foi uma das prioridades da nova presidência. Segundo Isabel Ferreira, a mudança implicou alterações na organização dos serviços, nos procedimentos internos e até na localização física de trabalhadores.
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A autarca considera que esta transformação era necessária para preparar o município para uma nova fase. “Desde a reorganização dos serviços até olhar para os regulamentos do município e também atualizá-los, modernizá-los, e depois toda a preparação de projetos de execução para poder submeter a candidaturas e ter empreitadas revelam bem a intensidade que houve nestes meses”, explicou.
“Temos que ter projetos na gaveta”
Uma das ideias que Isabel Ferreira mais sublinha no balanço do primeiro ano é a necessidade de o município manter permanentemente uma carteira de projetos preparados para aproveitar oportunidades de financiamento.
A presidente considera que Bragança não pode esperar pela abertura de uma linha de financiamento para começar a preparar projetos, sobretudo devido às limitações orçamentais do município. “A nossa obrigação é ter sempre projetos em carteira”, defende, acrescentando que “a qualquer momento pode aparecer uma oportunidade de financiamento e isso é fulcral para Bragança porque o nosso orçamento é reduzido”.
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Primeiras obras começam a avançar
A presidente admite que o segundo ano de mandato deverá ser marcado por uma mudança de ritmo, com a entrada em execução de várias empreitadas.
Entre os processos que já avançaram estão as obras de saneamento em Gimonde e São Bartolomeu, bem como a intervenção nas piscinas municipais.
A presidente assume uma pressão constante sobre os serviços municipais para garantir que os projetos não ficam parados e que o município consegue aproveitar os financiamentos disponíveis.
“É importante essa pressão, não é uma pressão de fazer apressado, é uma pressão de garantir que as coisas acontecem enquanto temos financiamento para aproveitar”, afirmou.
Entre os investimentos que considera prioritários para o mandato destaca a requalificação da Praça Camões, a intervenção no rio Fervença, o Monte de São Bartolomeu, as piscinas e uma intervenção no Jardim José de Almeida.
“Eu não gosto quando as pessoas dizem que no primeiro mandato não se consegue fazer nada. O meu objetivo é fazer coisas no primeiro mandato”, declarou, sublinhando que “ficava muito feliz se conseguisse no primeiro mandato concretizar estas intervenções”, conclui.
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