O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou, domingo, a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, que resultará da transformação da atual Universidade Politécnica de Bragança. O anúncio foi feito durante o encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, numa intervenção dedicada sobretudo às áreas da educação, ciência e inovação. “Vamos criar uma nova universidade: a Universidade de Bragança e do Norte Interior, que vai ser o culminar do processo de transformação da Universidade Politécnica de Bragança”, afirmou Luís Montenegro.
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A nova instituição surgirá, assim, como resultado de um processo de transformação da atual estrutura de ensino, que recentemente passou a designar-se Universidade Politécnica de Bragança. O primeiro-ministro apresentou a medida como parte da estratégia do Governo para “reforçar o ensino superior e a capacidade científica e de inovação do país”.
O reitor da Universidade Politécnica de Bragança, Orlando Rodrigues, recebeu o anúncio com “muita alegria” e “muito entusiasmo”, considerando tratar-se de “um momento de felicidade” e da concretização de uma “ambição institucional”. “Submetemos o dossier de transformação em fevereiro deste ano. Estávamos a aguardar contar com desenvolvimentos durante este segundo semestre. Aconteceu um pouco mais cedo do que aquilo que estávamos a achar que aconteceria, mas foi uma grande notícia”, afirmou.
A transformação representa também “o reconhecimento da capacidade científica e do percurso que a instituição foi desenvolvendo”, mas é uma transformação que fornecerá “ferramentas novas”. A futura universidade terá ainda, segundo o reitor, uma forte ligação ao território e à economia regional, com vista a “potenciar a economia inovadora da região”.
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Embora reconheça que a captação de estudantes de mestrado e de doutoramento é atualmente mais concorrencial, devido ao “aumento da oferta de vagas nas universidades do Porto e de Lisboa”, Orlando Rodrigues salientou que a instituição tem conseguido atrair “gente muito talentosa e muito qualificada”, mas a transformação em universidade deverá reforçar essa capacidade. “Esta transformação vai-nos dar outra capacidade de atrair talento. Vamos ter capacidade de atrair muito mais gente”, explicou.
Para o reitor, a atração de estudantes altamente qualificados terá igualmente reflexos na economia regional, ao permitir desenvolver projetos inovadores e responder às necessidades das empresas. “Precisamos claramente de pessoas muito qualificadas que sejam capazes de ajudar a nossa economia a desenvolver-se”, defendeu.
Orlando Rodrigues considerou ainda que o novo estatuto permitirá afirmar internacionalmente a instituição e dissipar dúvidas sobre a sua natureza e capacidade científica. “Precisávamos deste reconhecimento para poder lá fora, com as outras instituições, nos mercados globais, não haver dúvida quanto àquilo que somos”, afirmou.
O reitor destacou os resultados científicos alcançados pela instituição, referindo que rankings internacionais baseados em indicadores científicos já colocam a Universidade Politécnica de Bragança entre as instituições nacionais com maior impacto.
A criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior marca, assim, o culminar de um processo de evolução institucional que a atual direção vinha defendendo. Para Orlando Rodrigues, o objetivo passa agora por consolidar uma universidade “centrada numa região do interior que tem a ambição de a transformar” e, simultaneamente, “captar talento para a nossa região”.
O Instituto Politécnico de Bragança passou a designar-se Universidade Politécnica de Bragança no início de agosto. A alteração da designação decorreu da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).
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