Dez concelhos do distrito abrangidos por novos apoios de 10 milhões de euros para agricultores afetados pelos incêndios

Mais de 60 freguesias do distrito de Bragança estão contempladas na nova medida do Governo, que disponibiliza uma segunda verba de 10 milhões de euros para ajudar à recuperação das explorações agrícolas atingidas pelos incêndios rurais de 2026.

Mirandela e Vinhais são os concelhos com maior número de freguesias contempladas

05 nov. 2026, 12:02

O distrito de Bragança está entre os territórios abrangidos pela nova linha de apoio financeiro de 10 milhões de euros, anunciada pelo Governo, através do Ministério da Agricultura e Mar, para apoiar os agricultores cujas explorações foram afetadas pelos incêndios rurais ocorridos entre 1 de maio e 15 de outubro de 2026.

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No distrito, a medida abrange freguesias de 10 concelhos: Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Mirandela e Vinhais são os concelhos com maior número de freguesias contempladas, seguindo-se Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta e Bragança.

A nova verba constitui o segundo pacote de apoio financeiro de igual montante aprovado este ano. Destina-se a localidades que não tinham sido abrangidas pelo primeiro aviso, aberto a 27 de agosto e encerrado a 27 de outubro.

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Freguesias abrangidas

De acordo com a lista divulgada pelo Ministério da Agricultura e Mar, são as seguintes as freguesias contempladas:

- Alfândega da Fé: União das Freguesias de Eucísia, Gouveia e Valverde.

- Bragança: Carragosa, Espinhosela, Parâmio, União das Freguesias de Aveleda e Rio de Onor e União das Freguesias de São Julião de Palácios e Deilão.

- Carrazeda de Ansiães: Linhares, Marzagão, Parambos, Seixo de Ansiães, União das Freguesias de Lavandeira, Beira Grande e Selores e Vilarinho da Castanheira.

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- Freixo de Espada à Cinta: Ligares, Poiares, União das Freguesias de Freixo de Espada à Cinta e Mazouco e União das Freguesias de Lagoaça e Fornos.

- Macedo de Cavaleiros: Lamalonga.

- Mirandela: Abreiro, Aguieiras, Bouça, Caravelas, Cedães, Fradizela, Mirandela, São Pedro Velho, Torre de Dona Chama, União das Freguesias de Franco e Vila Boa, União das Freguesias de Freixeda e Vila Verde, Vale de Gouvinhas, Vale de Salgueiro e Vale de Telhas.

- Torre de Moncorvo: Cabeça Boa, Castedo, Lousa e União das Freguesias de Adeganha e Cardanha.

- Vila Flor: Samões, Seixo de Manhoses e União das Freguesias de Candoso e Carvalho de Egas.

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- Vimioso: União das Freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva.

- Vinhais: Edral, Paçó, Rebordelo, Santalha, Tuizelo, União das Freguesias de Moimenta e Montouto, União das Freguesias de Quirás e Pinheiro Novo, União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita, União das Freguesias de Travanca e Santa Cruz, Vale das Fontes, Vila Verde, Vilar de Ossos, Vilar Seco de Lomba e Vinhais.

Apoios podem chegar aos 400 mil euros por exploração

A medida pretende apoiar a reposição do potencial produtivo das explorações agrícolas que sofreram prejuízos superiores a 30%, permitindo financiar a recuperação de plantações, infraestruturas e equipamentos danificados pelos incêndios.

Entre as despesas elegíveis encontram-se também intervenções em olivais e soutos, nomeadamente podas de regeneração, enxertias, tratamentos fitossanitários e fertilização.

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Os investimentos elegíveis podem atingir os 400 mil euros por exploração, sendo o apoio concedido sob a forma de subvenção não reembolsável.

Os primeiros 10 mil euros de despesa elegível são comparticipados a 100%. Acima desse valor, a comparticipação será de 80% para agricultores com seguro agrícola e de 50% para os restantes beneficiários.

Esclarecendo que “há perdas que não se recuperam” e que é certo que “nenhum apoio consegue repor uma vinha velha, um olival centenário ou anos de trabalho”, o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, admitiu que o Governo não vai deixar os agricultores “sozinhos”. “Perante a dimensão dos prejuízos causados pelos incêndios, é fundamental garantir aos agricultores os meios necessários para recuperar rapidamente a sua capacidade produtiva e assegurar a continuidade da atividade agrícola nos territórios afetados”, disse ainda.

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