O Eclipse Solar, que aconteceu dia 12, reuniu, em Rio de Onor e Guadramil mais de 1500 pessoas e perto de 5 mil no Aeródromo Municipal de Bragança. Especialista, curiosos, fotógrafos e aficionados pela astronomia, foram milhares as pessoas que rumaram à capital do Distrito para observar o momento mais aguardado do ano.
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O astrónomo e coordenador do Eclipse, Pedro Mota Machado, explicou que durante os 26 segundos em que o sol foi coberto pela lua.
“A partir das 18h30, e sempre com os óculos postos, vimos a Lua a começar a tapar o Sol até um valor que, aqui no Aeródromo de Bragança, chegou aos 99,9%, ou seja, quase completo. Ficou apenas uma neigazinha de Sol à mostra. Levantou-se ainda uma brisa que nós chamamos o vento do eclipse, e a lua destapou, novamente, o sol e segue tudo como é costume.”
O coordenador da iniciativa esclarece ainda o que diferiu entre observar a partir do Aeródromo Municipal de Bragança e os outros pontos do país.
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“Aqui é um sítio privilegiado pelo facto de que aqui o eclipse é mais intenso, é mais profundo, como nós dizemos. Ou seja, a área do disco solar que vai ficar tapada é quase 100%. Fica mais escuro, nós sentimos um abaixamento da temperatura de uma forma bastante intensa. No Porto vai-se ver muito bem também, vai ser à volta de 97%. Portanto, ninguém fica defraudado, mesmo quem estiver em Lisboa no Algarve vai haver também um eclipse muitíssimo profundo de 95 ou 92, 93%.”
A Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, destacou o impacto que o fenómeno teve na região.
“é um impacto económico grande para Bragança. Além do impacto económico direto no alojamento local, na hotelaria, na restauração e no comércio, tem também um impacto naquele que é o posicionamento de Bragança a nível nacional. Bragança tem sido nos últimos dias, a capital do eclipse solar em Portugal e tem tido uma visibilidade em todos os órgãos de comunicação social, e portanto isso também tem e representa valor económico. Queria também sublinhar o facto de as pessoas terem respondido ao nosso apelo. Nós fomos dizendo nos últimos meses para virem a Bragança, para virem ao aeródromo municipal, e as pessoas responderam”, disse a presidente.
Isabel Ferreira destacou ainda que Bragança “deve ser e tem potencial para ser falado por excelentes razões”, não só devido ao eclipse mas também pelas restantes características e pelo património que tem.
Em declarações ao Jornal Nordeste, a autarca sublinhou que este fenómeno astronómico tem tido um impacto económico importante e que esta “estratégia de afirmação de Bragança” deve continuar de modo a “devolver a centralidade que merece”.
O eclipse solar total fica assim marcado como um momento único para todos os que tiveram a oportunidade de o observar. Um fenómeno raro que agora, só deverá voltar a ser visível em Portugal dentro de mais de um século, em 2144.






