Coronel Paulo Azevedo assume comando da GNR de Bragança com foco na proximidade, prevenção e valorização dos profissionais

Cerimónia realizou-se quarta-feira

24 set. 2026, 23:00

O Coronel Paulo Azevedo tomou posse, ontem, como comandante do Comando Territorial de Bragança da GNR.

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Na sua intervenção, disse assumir esta nova etapa da sua vida profissional com “sentido de honra, humildade e compromisso”.

O novo comandante apontou ainda como prioridades para esta nova fase do comando a proximidade à população, a prevenção e segurança, proteção do território e valorização dos profissionais. Destacando que na centralidade das ações estarão as pessoas.

Entre os objetivos definidos está o reforço do policiamento de proximidade e do policiamento comunitário, numa região onde, segundo Paulo Azevedo, “muitas vezes o militar da Guarda conhece o cidadão pelo nome, conhece as suas preocupações e partilha a sua realidade quotidiana”. Para o novo comandante, esta proximidade “não pode ser apenas uma estratégia de atuação”, mas antes “um dever, uma responsabilidade e uma expressão concreta do serviço público” prestado pela Guarda.

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A atenção aos grupos mais vulneráveis será igualmente uma prioridade, nomeadamente às vítimas de violência doméstica, idosos que vivem isolados, crianças e jovens em situação de risco. O, agora, comandante destacou a necessidade de respostas céleres perante situações de desaparecimento, sublinhando que, em cada ocorrência, “não estamos apenas perante uma ocorrência policial, estamos perante uma pessoa, perante uma família que espera”.

Na área da proteção ambiental, o comandante salientou a importância do património natural da região e por isso, garantiu que a Guarda terá uma ação determinada na proteção do território, da floresta, da fauna e da flora, no combate aos ilícitos ambientais e na prevenção dos incêndios rurais, apostando também no reforço da cooperação com outras instituições.

A segurança rodoviária constitui outra das prioridades, com o reforço das ações de prevenção, fiscalização e sensibilização na rede viária fundamental e complementar e nas localidades onde sejam identificados maiores níveis de sinistralidade.

O responsável destacou ainda a aposta nas novas tecnologias como instrumento de prevenção e combate à criminalidade, defendendo a necessidade de antecipar riscos e garantir ao comando os meios tecnológicos necessários ao cumprimento da sua missão.

“A prevenção assume um papel fulcral”, afirmou, defendendo uma atuação assente na sensibilização, na consciencialização das populações e na antecipação dos riscos. “Sensibilizar é educar, educar é prevenir”, resumiu.

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A valorização profissional dos militares e civis do comando será também uma preocupação permanente, através do reforço da formação, da melhoria das condições de trabalho, da simplificação dos procedimentos e da racionalização dos recursos. O objetivo, passa por “fazer mais e melhor com os recursos que temos”, sem perder de vista as pessoas que a Guarda serve, disse.

Dirigindo-se aos militares do Comando Territorial de Bragança, reconheceu as dificuldades, bem como as limitações de recursos, mas deixou uma mensagem de confiança na capacidade dos efetivos. “É precisamente nos momentos mais difíceis, perante os desafios mais exigentes, que se revela a verdadeira força de uma instituição e de quem a serve, a capacidade de não desistir”, afirmou, acrescentando esperar “continuar a encontrar” essa capacidade no comando.

Relativamente à cooperação transfronteiriça, Paulo Azevedo não deixou de mencionar a Guardia Civil Espanhola e a Polícia Nacional do Reino de Espanha, destacando a relevância desta colaboração com a Guarda Nacional Republicana e assegurando querer manter e reforçar ainda mais os laços já existentes.

“Somos um território de fronteira. Mas a fronteira não deve ser entendida como uma barreira que nos separa. Deve ser, sobretudo, um espaço de encontro, de partilha e de cooperação, onde a proximidade entre instituições e comunidades se transforme numa oportunidade. Neste domínio, procurarei dar continuidade e fortalecer as relações com a Guarda Civil e com a Polícia Nacional do Reino de Espanha, promovendo coordenação operacional e partilha de conhecimento e de informação, e a cooperação transfronteiriça”, disse.

Paulo Azevedo aproveitou o momento para deixar umas palavras ao Comandante cessante, o Coronel António Lobo de Carvalho que liderou este comandante durante quatro anos.

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“Além do devido reconhecimento institucional, pelo trabalho desenvolvido à frente deste Comando, quero deixar uma palavra de amizade, respeito e sincera consideração pessoal [a António Lobo de Carvalho]. Neste ato solene, retribuo de forma pública e sentida as palavras de estima que sempre me dispensou, reconhecendo a dedicação com que exerceu as suas funções”, frisou, desejando as “maiores felicidades pessoais e profissionais.”  

O Coronel Paulo Azevedo já foi segundo comandante do Comando Territorial de Bragança. Regressa ao distrito após ter desempenhado funções de Chefe do Estado Maior da Unidade Especial de Proteção e Socorro na cidade da Guarda.

Paulo Azevedo sucede agora ao Coronel António Lobo de Carvalho que assumiu funções de comandante no Comando Territorial de Bragança em janeiro de 2023.

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