Concurso para construção da ponte Vimioso-Carção prorrogado até 11 de novembro
Empresas entenderam que precisavam de mais tempo para analisar a complexidade do projeto e preparar as respetivas propostas e o prazo foi alargado.
O prazo para a apresentação de propostas ao concurso público para a construção da nova ligação entre Vimioso e Carção, a nova ponte sobre o rio Maçãs e os acessos à A4, foi prorrogado até 11 de novembro.
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A decisão, segundo clarificou, ao Jornal Nordeste, o presidente da câmara de Vimioso, António Santos, surge na sequência de pedidos apresentados por empresas potencialmente interessadas na empreitada. Estas entenderam que precisavam de mais tempo para analisar a complexidade do projeto e preparar as respetivas propostas.
De acordo com António Santos, as empresas consideraram que o prazo inicialmente definido era “demasiado curto para estudar toda a complexidade desta nova obra” e para apresentar propostas adequadas à dimensão da empreitada.
A prorrogação do prazo é encarada pelo presidente da Câmara Municipal como um sinal positivo. “Eu acredito, que sim, que há interessados, porque só estando interessados é que pedem esclarecimentos. Se não houver interessados, não há pedido de esclarecimentos, naturalmente”, destacou.
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O autarca mantém, por isso, a expectativa de que o concurso possa chegar a bom termo e que sejam apresentadas propostas que permitam avançar com a empreitada. “Se a obra for adjudicada, eu acredito que vai ser, vai haver foguetes”, afirmou.
O concurso público para a empreitada “EN218 – Ponte sobre o rio Maçãs e acessos” tem um preço base de 45 milhões de euros. O projeto prevê a construção de uma nova ponte e viaduto sobre o rio Maçãs, bem como uma variante na margem de Carção.
A intervenção deverá permitir reduzir a ligação entre Vimioso e Carção dos atuais 11,7 quilómetros para cerca de seis, melhorando também a ligação do concelho à autoestrada A4.
A nova ponte deverá ter aproximadamente 850 metros de extensão, estando previsto um dos pilares com cerca de 120 metros de altura.
Depois da apresentação das propostas, o procedimento terá ainda de cumprir as restantes fases do concurso, nomeadamente a audiência prévia, eventuais reclamações, a adjudicação e, posteriormente, a consignação da obra.
Refira-se que na semana passada, altura em que o fim do concurso estava marcado para o dia 8 deste mês, António Santos esteve em Lisboa, onde reuniu com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para obter informações sobre o concurso público.
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