Desde 2021, a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes integra um projeto-piloto que procura permitir aos alunos permanecerem nos seus concelhos de origem, deslocando-se para outros municípios apenas quando a formação exige equipamentos ou recursos especializados.
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O projeto representa, atualmente, um investimento de cerca de 500 mil euros anuais para a CIM-TTM, sobretudo associado ao transporte dos estudantes. O modelo é apontado como uma solução para combater a dispersão territorial da oferta formativa. Contudo, o presidente da CIM-TTM, Pedro Lima, reconheceu que o esforço financeiro “é significativo”.
“É um encargo que representa um investimento, sem dúvida, e que nós fazemos e vamos continuar a fazê-lo. Mas é um pouco avultado para a comunidade intermunicipal”, disse, em declarações à margem da inauguração do Centro Tecnológico Especializado (CTE) – Área das Ciências Informáticas da Escola Profissional Jean Piaget, em Macedo de Cavaleiros.
A vice-presidente da CCDR-Norte, para a Educação, Maria José Fernandes, presente na cerimónia garantiu que vai trabalhar com a CIM-TTM para encontrar uma solução relativamente ao financiamento deste projeto.
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“Fiquei muito contente com as palavras da vice-presidente da CCDR-N, que sobre encontrarmos uma solução, mas mais importante foi a palavra que ela disse de sermos realmente visionários neste território em que estamos demasiadamente habituados a pensar com pessimismo de que estamos sempre para trás. Não estamos não. Nós estamos na linha da frente”, reforçou Pedro Lima.
O responsável da CIM-TTM considerou ainda que a experiência desenvolvida em Trás-os-Montes poderá servir de exemplo para outras regiões. “As turmas partilhadas vão ser implementadas, segundo disse a senhora vice-presidente, noutros territórios. Ou seja, é Trás-os-Montes a dar o exemplo.”
A vice-presidente da CCDR-Norte, para a Educação, considerou particularmente relevante o modelo. Para Maria José Fernandes, este modelo permite aproveitar equipamentos especializados sem obrigar os alunos a abandonar os territórios onde residem. “O aluno pode ter as práticas neste centro tecnológico, mas as teóricas na terra dele. Escusa de sair de lá, vem aqui, no fundo, só para as partes mais práticas, onde estão os equipamentos que tem aqui. Isto faz a diferença.”
Maria José Fernandes defendeu ainda que o modelo poderá ser replicado noutros territórios, embora tenha reconhecido a necessidade de encontrar soluções para assegurar o financiamento dos transportes dos estudantes.
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