Escola Abade de Baçal tem novo Centro Tecnológico Especializado - Área Industrial
O projeto de 1,5 milhões de euros foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A nova valência aposta na formação nas áreas da cozinha, pastelaria, restauração e turismo e pretende dar resposta à falta de mão de obra qualificada no setor na região.
O Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança, inaugurou o Centro Tecnológico Especializado-Área Industrial. A valência beneficiou de um investimento de um milhão e meio de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
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Segundo a diretora do agrupamento, Teresa Sá Pires, este novo centro vem reforçar o ensino profissional da região, uma vez que é “uma área deficitária, não só na região, como no país”.
Esta valência dispõe de uma cozinha e restaurante pedagógico aberto à comunidade e segundo Teresa Sá Pires o curso vai ser promovido através de apresentações em feiras de modo a “divulgar e mostrar o trabalho que aqui se realiza”, disse.
Dois dos formadores deste centro são os chefes brigantinos Óscar Geadas, do restaurante G, e Flávio Gonçalves, proprietário da Taberna do Javali.
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Para o chefe Óscar Geadas este centro é uma aposta que vem colmatar a falta de mão de obra qualificada que existe na região, na área da restauração e do turismo.
“Cada vez mais a nossa cidade, Trás-os-Montes, está na moda. Aumentaram o número de restaurantes, o número de hotéis, de alojamentos locais, aumentaram o número de visitantes, então necessitamos de mão de obra qualificada. E esta escola vem colmatar uma falta que havia, sobretudo em Bragança, na formação de jovens para os cursos de restauração e cozinha. Portanto, quantos mais alunos venham, melhor. Neste momento temos cerca de 30 alunos, do 10º, 11º e 12º ano em cozinha, pastelaria, turismo, restauração. Portanto, o turismo está em alta, acho que necessitamos de mão de obra qualificada”, frisou.
Este ano, frequentam os cursos profissionais do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, cerca de 100 estudantes. Um número que tem vindo a aumentar devido às novas valências e nova oferta formativa.
O responsável pelo centro, Paulo Correia, destacou que este foi um projeto muito desejado pelo agrupamento, uma vez que parte das instalações oficinais se encontrava praticamente sem utilização. Paulo Correia considera mesmo que a abertura deste concurso do PRR foi uma oportunidade para dar uma nova vida ao espaço e um “alavancar deste tipo de ensino profissional”, uma vez que não existia oferta formativa na área da restauração e hotelaria em Bragança.
“Vai permitir dar aos alunos uma grande perspetiva a nível do trabalho, a nível de formação. E trazer um bocadinho a Bragança uma escola que se projetasse no futuro como diferenciadora. Isso é importante para nós. Os nossos alunos têm que ter as mesmas oportunidades que têm os alunos do litoral, apesar de vivermos no interior”, frisou o responsável.
O centro foi um dos contemplados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Este fundo comunitário financiou 402 centros tecnológicos no pais, num valor global de 380 milhões de euros. Em Bragança o Centro Tecnológico Especializado-Área Industrial foi o único abrangido.
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