Casa do Benfica de Alfândega da Fé vai disputar III Divisão Nacional

27 ago. 2026, 10:12

A Casa do Benfica de Alfândega da Fé vai disputar, pela primeira vez na sua história, a III Divisão Nacional de futsal. Depois de ter conquistado o campeonato distrital e de ter participado na prova de acesso ao Nacional de Futsal da III Divisão, a equipa recebeu o convite da Federação Portuguesa de Futebol para subir aos nacionais. O clube conseguiu reunir as condições financeiras necessárias e confirmou a participação na competição.

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Para o vice-presidente do clube e treinador, Bruno Rachado, a subida representa um “momento histórico” e resulta do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos. “É uma conquista meritória. São três anos, essencialmente, de projeto de Casa do Benfica e este grupo de trabalho, staff, equipa técnica, todos os elementos que a compõem, a direção, trabalharam imenso para que este objetivo fosse conseguido”, destacou.

Plantel está 80% definido

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Para enfrentar a III Divisão Nacional, a Casa do Benfica ainda poderá mexer no plantel. Bruno Rachado revelou que a equipa está praticamente definida, mas admitiu novas entradas e eventuais saídas. “80% do plantel está definido. Pode haver uma entrada ou duas ou três e também pode haver saídas. O plantel não está fechado neste momento”, explicou, considera que o grupo tem qualidade suficiente para competir, ainda que alguma falta de experiência seja um dos aspetos a ter em conta. “Temos um plantel competitivo, mas temos um plantel ainda inexperiente no que diz respeito à III Divisão Nacional”, reconheceu o treinador.

Por isso, o clube continua a procurar “soluções” que possam acrescentar “mais qualidade ao grupo”.

“Vai ser uma missão difícil”

Assumindo que é uma “honra” para todos estar no panorama nacional e a “representar a vila”, Bruno Rachado não esconde as dificuldades que a equipa vai encontrar, tendo em conta que o nível competitivo será bastante superior ao encontrado no campeonato distrital, sobretudo numa Série A que deverá reunir equipas com maior experiência e qualidade individual. “Estamos cientes das dificuldades que vamos encarar. É um campeonato semiprofissional, se não por quase profissional, muito competitivo, com equipas com muita capacidade, atletas com muita capacidade, treinadores muito qualificados”, referiu, acrescentando que “vai ser uma missão difícil”.

A manutenção, segundo reconheceu, será uma tarefa exigente para uma equipa que se estreia neste nível. “As equipas que têm subido atravessam sempre dificuldades. A manutenção é sempre muito difícil”, destacou.

Ainda assim, a Casa do Benfica pretende encarar a nova realidade com “ambição”, mas sem perder a identidade. “Vamos com muita humildade, com muito compromisso, com muito sentido de responsabilidade e vamos para somar, para fazer o melhor que nós conseguirmos”, garantiu Bruno Rachado, prometendo “honrar a camisola e honrar a vila”.

“Jogo a jogo”

O curto espaço de tempo para preparar a participação na competição condicionou o planeamento da época e, por isso, quanto aos objetivos para a estreia nos campeonatos nacionais, Bruno Rachado prefere não estabelecer uma meta concreta nesta fase. “O nosso objetivo passa sempre por ir jogo a jogo, nesta fase. Não podemos ter uma meta, nem temos”, afirmou.

A estratégia passa, por isso, por procurar pontuar em cada jornada e fazer as contas no final. “Temos que ir em busca de pontuar o máximo possível em cada jogo”, disse Bruno Rachado, que quer “entrar em cada campo, em cada pavilhão, para conquistar os três pontos com muita humildade”. “No final faremos as contas”, concluiu.

Município foi decisivo para garantir participação

A participação na III Divisão esteve inicialmente dependente da capacidade financeira do clube para assumir os encargos inerentes à presença numa competição nacional. A direção reuniu com os parceiros e com o executivo municipal de Alfândega da Fé para encontrar uma solução. “Conseguimos, fizemos as reuniões necessárias com os parceiros que tínhamos a fazer. Fizemos com o município também, porque o município é o nosso maior parceiro neste projeto”, explicou Bruno Rachado, assumindo que o esforço conjunto permite concretizar uma “oportunidade importante” para o clube e para o concelho. “Tínhamos que nos sentar à mesa com o executivo municipal e verificar se conseguiam reunir as condições necessárias para nos pôr na prova”, vincou ainda.