Depois de duas semanas de descida, o cabaz alimentar de 63 bens essenciais voltou a encarecer na primeira semana de novembro e custa agora 255,95 euros.
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O cabaz monitorizado pela DECO PROteste registou, de 28 de outubro a 4 de novembro, uma subida de 2,40 euros. Comparativamente com a primeira semana do ano, os mesmos produtores alimentares custam mais 14,12 euros.
Os produtos que mais aumentaram
Nesta primeira semana de novembro o preço da bolacha Maria foi o que mais aumento e custa agora 2,89 euros (mais 14%). Seguem-se os cereais integrais (mais 14%), custando agora 4,06 euros e o café torrado moído que passou a custar 4,97 euros (mais 12%).
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Comparativamente com a primeira semana de 2026, maiores subidas de preço registadas foram as do tomate (mais 32%), do bacalhau graúdo (mais 29%) e do arroz carolino (mais 27 por cento).
O peixe é o produto que mais se destaca no top 10 dos bens alimentares cujo preço mais aumentou desde o início do ano. Depois do bacalhau graúdo, cujo preço se situa nos 21,98 euros/kg, segue-se a Dourada, tendo registado um aumento de 1,68 euros e custa agora 9,38 euros/kg. O Peixe espada preto já custa 10,65 euros/kg, tendo aumentado 1,48 euros (16%) e a perca 11,99 euros/kg (mais 15% o equivalente a 1,48 euros). A fechar o top 10 está o robalo que custa 9,91 euros/kg, tendo registado um aumento de 1,25 euros.
Maria Fernandes é vendedora ambulante de peixe no concelho de Vimioso. Ao Jornal Nordeste não só confirmou esta tendência, mas esclareceu que, de forma generalizada, o peixe encareceu bastante desde o início do ano o que está a levar algumas pessoas a deixar de comprar.
“há menos pessoas a comprar. As reformas são baixinhas e coitados, não podem comprar 1 kg de peixe por 10 ou 15 euros e se compram vão ao mais básico”, disse, apontando que o polvo, a pescada, o congro e a sardinha foram as espécies de peixe cujo aumento foi mais sentido nesta zona da região.
“Não tenho bem ideia de quanto, mas aumentou muito e foi no peixe todo. Antes comprava-se a sardinha por três ou quatro euros, agora custa entre seis a oito euros, uma sardinha mais ou menos”, frisou.
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Carne de novilho para cozer aumentou 120% desde 2022
A DECO PROteste faz a monitorização do cabaz de bens alimentares desde 5 de janeiro de 2022. Desde essa data o maior aumento percentual registado é no preço da carne de novilho para cozer (120%), com o preço a chegar aos 12,80 euros/kg.
A organização de direitos do consumidor dá ainda conta que, em 2022, a mesma cesta composta pelos 63 alimentos custava menos 68,25 euros o equivalente a menos 36,36%.
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