Bragança vestiu-se de medieval e voltou a atrair visitantes durante quatro dias

De sexta a segunda-feira, a Festa da História voltou a transformar o centro histórico de Bragança numa viagem ao século XII, com recriações, cortejos, música, espetáculos e mercado medieval a atrair milhares de visitantes

17 ago. 2026, 07:27

Bragança viajou no tempo, este fim de semana, e regressou à época medieval. A Festa da História voltou a animar o centro histórico da cidade, com recriações, cortejos, música e espetáculos, numa viagem ao passado que voltou a atrair muitos visitantes, sobretudo da vizinha Espanha.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Foi o caso de Lídia Martínez e Adolfo Nioba vieram de La Rioja para visitar Bragança, e aproveitar a Festa da História.

“ele já conhecia e recomendou-me vir cá e visitar”, contou Lídia Martinez. Adolfo Nioba, por sua vez, disse gostar de Portugal e da região e por isso vem visitar sempre que pode.

“Queremos ver o castelo, que nos disseram que é muito bonito, e a parte medieval. O mercado e tudo isto foi uma surpresa. É muito giro, está muito bonito”, disse ainda Lídia Martínez.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Por outro lado, Adela Ramos veio de Madrid com o marido e os dois filhos passar férias na região. Só tiveram conhecimento do evento histórico quando chegaram à cidade. 

“a Feira está muito bonita. O espaço envolvente é maravilhoso, acabamos de chegar e foi uma boa surpresa”, contou lamentando não ter aproveitado para degustar os pratos dos restaurantes ao almoço, mas garantiu que algo haviam de petiscar.

Zoé Levallois também está na região de férias. Veio com os pais visitar a região durante as próximas duas semanas. Foi já na cidade que tiveram conhecimento e decidiram aproveitar para conhecer o Castelo e a Cidadela.  

“Já visitámos o Museu Militar, que fica lá dentro, visitámos o castelo e esta manhã fizemos uma visita pela cidade.”

Apesar do calor, a jovem francesa afirmou que está a gostar de conhecer a cidade. Quanto à Festa da história disse que, ainda que visite em franças festas deste género, achou esta interessante. “Acho interessante. Gosto das festividades e de tudo o que envolve a festa dos tempos medievais”, frisou.

O mercado medieval é outra das atrações da Festa da História, reunindo artesãos da região e de outros pontos do país.

Alexandre Inverneiro veio da Maia regressou este ano à Feira de Bragança com os seus produtos holísticos, depois de uma ausência desde 2022. A coincidência de datas com outras feiras, nomeadamente a de Santa Maria, tinha impedido a participação nos últimos anos. “Este ano entraram em contacto connosco e disseram-nos que a Festa da História não era ao mesmo tempo que a de Santa Maria, cá estamos”, explicou.

O expositor destacou a particularidade do evento brigantino, sobretudo pelo enquadramento histórico. “É dentro de uma muralha, tem o castelo à frente, tem espetáculos, é envolvente e por isso é diferente”, sublinhou. Em termos de vendas, garantiu “vai-se vendendo relativamente bem.”

Jorge Nunes, é outro expositor que marcou presença na Festa. O comerciante da Póvoa de Varzim participa há vários anos para dar a conhecer e comercializar os produtos da sua unidade de produção artesanal. Especializada em doces tradicionais portugueses à base de frutos secos, os empresários encontram neste certame uma oportunidade para chegar a novos clientes.

“As vendas são boas, sim, o suficiente para compensar”, afirmou Jorge Nunes, que destacou também a ligação criada ao longo dos anos com o evento brigantino. Entre o calor transmontano e a gastronomia local, o expositor garante que há motivos de sobra para regressar. “O bife de cá é maravilhoso, com certeza”, brincou.

Vítor Azevedo é de Santo Tirso e participa no certame há 11 anos. Aponta a simpatia dos brigantinos e o caráter medieval do evento como principais motivos para regressar. “A simpatia, principalmente do pessoal de Bragança, que é espetacular, e é uma feira mesmo medieval”, destacou.

A presença regular permite também criar uma relação com os visitantes, que acabam por procurar os produtos que comercializa. “As pessoas acabam por conhecer de um ano para os outros e acabam por nos procurar pela diferença de produtos que temos”, explicou. Apesar da deslocação desde Santo Tirso, garantiu que a participação compensa e considera a Festa da História um verdadeiro “cartão de visita”.

O expositor destacou ainda a forte adesão do público às iniciativas promovidas na cidade. “As pessoas aderem muito a este tipo de iniciativas”, afirmou, garantindo que o movimento na feira foi positivo.

Entre cavaleiros, damas, trovadores, antigos ofícios, fogo e magia, a Festa da História trouxe, durante quatro dias, Bragança de volta ao século XII, numa viagem pela história, pelas tradições personagens que marcaram essa época.