Bragança evoca Adriano Moreira

Iniciativa realiza-se a 5 de setembro, data do nascimento do professor e estadista transmontano, e inclui a apresentação da quinta edição do Prémio Literário da Lusofonia e uma conferência sobre o seu percurso

31 ago. 2026, 10:28

A memória e o legado do professor Adriano Moreira vão ser evocados no dia 5 de setembro, na Biblioteca Municipal de Bragança, numa cerimónia promovida pelo Conselho de Curadores da Biblioteca Adriano Moreira, com o apoio do Município de Bragança e de várias instituições.

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A iniciativa, intitulada “Lembrar Adriano Moreira”, assinala a data do nascimento do professor, jurista, político e pensador transmontano, numa tarde que contará com momentos culturais, uma conferência, a apresentação do Prémio Literário da Lusofonia Professor Adriano Moreira e de uma obra literária.

Uma figura maior da cultura e da política portuguesa

Nascido em Grijó de Vale Benfeito, no concelho de Macedo de Cavaleiros, em 1922, Adriano Moreira foi uma das figuras mais marcantes do pensamento político e académico português do século XX e início do século XXI.

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Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, construiu uma longa carreira como professor universitário e investigador nas áreas do Direito, Ciência Política e Relações Internacionais. Iniciou a atividade docente no então Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, em 1950, instituição que viria a dirigir e transformar profundamente, contribuindo para a sua afirmação enquanto escola universitária de Ciências Sociais. 

O seu percurso político ficou também marcado pelo exercício de funções durante o Estado Novo. Foi subsecretário de Estado da Administração Ultramarina e, entre 1961 e 1963, Ministro do Ultramar. Ao longo da sua carreira, assumiu posições e protagonizou intervenções que atravessaram diferentes períodos da história contemporânea portuguesa. 

Depois do 25 de Abril de 1974, Adriano Moreira prosseguiu a sua intervenção política e académica. Foi deputado à Assembleia da República, presidente do CDS e vice-presidente do Parlamento, mantendo igualmente uma intensa atividade enquanto professor, investigador e autor. 

Especialista em política internacional e relações internacionais, deixou uma vasta obra e desempenhou funções de relevo em instituições académicas e científicas, tendo sido também presidente da Academia das Ciências de Lisboa e presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa. 

Adriano Moreira morreu em 23 de outubro de 2022, aos 100 anos.

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