Bombeiros vão reforçar resposta às populações com nova autoescada

O novo equipamento, que deverá chegar no final do próximo ano, vem substituir o atual, em serviço desde 1998.

28 jul. 2026, 07:50

Os Bombeiros Voluntários de Bragança vão investir mais de 1,1 milhões de euros na aquisição de uma nova autoescada, um equipamento que o comandante Carlos Martins considera "de extrema importância" para garantir a resposta operacional da corporação.

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O novo equipamento, que deverá chegar no final do próximo ano, vem substituir o atual, em serviço desde 1998, cuja idade e dificuldades de manutenção tornaram inevitável a sua substituição. "A autoescada que existe no quartel tem 25 anos e, da última vez que foi preciso intervir numa avaria, foi-nos dito, pelo fabricante, que as peças tinham sido descontinuadas. Disseram-nos claramente que a última peça que levou era a última que existia em stock. Perante isso, associado aos custos de manutenção, percebemos facilmente que era preciso substituí-la", explicou Carlos Martins.

A decisão representa, contudo, um investimento avultado. "É um esforço financeiro muito grande para a associação", reconheceu o comandante, destacando que, perante o elevado custo da aquisição, a direção da Associação Humanitária procurou o apoio da Câmara Municipal de Bragança, que “prontamente” se mostrou “interessada” em comparticipar 50% do valor.

 

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Mais altura para responder ao crescimento da cidade

A necessidade de um novo equipamento não resulta apenas do envelhecimento da atual autoescada. O crescimento urbano de Bragança também obrigou os bombeiros a procurar uma solução mais adequada. "Em 1998 tínhamos prédios de quatro ou cinco andares. Neste momento temos edifícios de sete pisos. A nossa autoescada, para lá chegar , já trabalha no limite", explicou.

Assim, o novo equipamento, permitirá responder a essa realidade, alcançando 45 metros de altura, quando a atual apenas atinge os 32 metros. "A principal vantagem é ser nova, mas também tem um braço telescópico. Não é uma escada articulada por cabos como a que temos atualmente", sublinhou, acrescentando ainda que o equipamento irá dispor de “câmaras térmicas, fontes de ar comprimido no cesto, linhas de mangueira e uma série de sensores que fazem com que toda a operação seja mais segura".

O “equipamento topo de gama”, apesar de ser frequentemente associado ao combate a incêndios, é utilizado em muitas outras ocorrências. "Se o salvamento de vidas tiver de ser feito em altura e pelo exterior, a autoescada é essencial", clarificou ainda o comandante.

A nova autoescada já foi encomendada, mas, segundo Carlos Martins, este tipo de equipamentos é produzido especificamente para cada cliente, não existindo em stock. Assim, o prazo de entrega ronda um ano e meio, pelo que a expectativa da corporação é colocar a nova autoescada ao serviço no final do próximo ano.