Dois bombeiros de Mirandela confirmaram, ontem, no Tribunal de Bragança, que devolviam parte do dinheiro recebido pela participação no dispositivo de combate a incêndios.
De acordo com o Jornal de Notícias, cada operacional recebia 45 euros por dia, mas cinco euros eram depois transferidos para a conta da associação humanitária, sendo emitido um recibo de “donativo”.
Segundo os depoimentos, era-lhes dito que o dinheiro servia para despesas como água, eletricidade ou melhoramentos no quartel.
O atual comandante dos bombeiros de Mirandela, Luís Soares, negou qualquer crime. À data dos factos era adjunto e garantiu não ter acesso às contas bancárias nem aos mapas de pagamento.
O Ministério Público acusa o antigo comandante, o atual e a própria Associação dos Bombeiros de peculato, abuso de poder e falsificação de documentos.
Entre 2014 e 2017, a associação terá recebido indevidamente mais de 121 mil euros relativos ao dispositivo de combate a incêndios.
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