Banco de Portugal sensibilizou população de Bragança para deteção de notas contrafeitas
Banco de Portugal sensibilizou população de Bragança para deteção de notas contrafeitas
O Banco de Portugal promoveu, no Mercado Municipal de Bragança, quatro ações de sensibilização sobre as notas de euro, dirigidas à população. As sessões, gratuitas e abertas a todos, tiveram como objetivo ensinar os cidadãos a reconhecer uma nota verdadeira e a identificar possíveis sinais de contrafação.
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Banco de Portugal sensibilizou população de Bragança para deteção de notas contrafeitasAtravés destes três passos, explicou Maria Helena Marques, do Banco de Portugal, é possível fazer uma primeira verificação da autenticidade de uma nota de forma rápida e acessível.
“As pessoas normalmente chamam falsas, o nome correto é uma nota contrafeita”, esclareceu a responsável, sublinhando a importância de os cidadãos estarem atentos no momento em que recebem dinheiro. Apesar de a contrafação continuar a ser residual, o Banco de Portugal considera fundamental que a população tenha conhecimentos básicos que permitam detetar uma nota suspeita.
Maria Helena Marques destacou que as notas de euro têm diversos elementos de segurança que podem ser verificados diretamente pelos cidadãos. “Nós aqui fazemos uma mera sensibilização em que falamos no método tocar, observar, inclinar, que são métodos muito simples que as pessoas poderão, de uma forma direta e rápida, conhecer melhor as notas”, explicou.
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A responsável admitiu que, apesar de as notas fazerem parte do quotidiano, nem sempre são observadas com atenção. “As notas são autênticas obras de arte. E as pessoas nunca as observaram nem viram com esses olhos”, afirmou, defendendo que a sensibilização permite olhar para o dinheiro de uma forma diferente e reconhecer os elementos que distinguem uma nota genuína de uma contrafeita.
A iniciativa procurou também contrariar a ideia de que a capacidade para identificar notas contrafeitas é uma questão sobretudo relacionada com a população mais velha. Maria Helena Marques reconheceu que mesmo os mais jovens podem ter dificuldades nesta tarefa, mas salientou que se trata de um conhecimento que pode ser adquirido. “Nada que não se aprenda”, afirmou.
A formação e a informação são, por isso, apontadas pelo Banco de Portugal como ferramentas essenciais. “Muitas pessoas desconhecem, nem sabem que existe este tipo de formação”, referiu a responsável, acrescentando que o banco promove regularmente sessões de sensibilização e formação relacionadas com o conhecimento das notas.
A importância desta aprendizagem está também relacionada com as consequências de receber uma nota contrafeita. Uma nota falsa não pode ser trocada por uma verdadeira nem utilizada posteriormente num pagamento. Por isso, saber fazer uma primeira avaliação da autenticidade no momento em que a nota é recebida pode evitar que uma pessoa fique com um prejuízo.
Para Maria Helena Marques, a proximidade do Banco de Portugal às populações tem precisamente um papel importante neste tipo de literacia. “Uma pessoa informada toma decisões mais esclarecidas”, afirmou.
A ação de sensibilização aconteceu também num contexto de reforço da presença do Banco de Portugal em Bragança. Na sequência do protocolo estabelecido com o município, o banco vai assegurar atendimento presencial na cidade todas as sextas-feiras, entre as 9h30 e as 15h00.
Maria Helena Marques explicou que a medida pretende aproximar os serviços dos cidadãos, evitando deslocações que, em muitos casos, poderiam chegar aos 200 quilómetros. “Bragança vai estar próximo do Banco de Portugal e o Banco de Portugal muito próximo de Bragança”, afirmou.
No atendimento presencial, os cidadãos podem obter informações sobre a Base de Dados de Contas, a Central de Responsabilidades de Crédito e a listagem de utilizadores de cheque que oferecem risco, além de receberem apoio na consulta e interpretação destas informações.
A responsável destacou ainda a importância deste serviço para quem tem dificuldades no acesso aos meios digitais. “A informação que presta é uma informação isenta e muito próxima dos cidadãos”, afirmou, considerando que o atendimento presencial permite ao banco desempenhar um papel de apoio e de literacia financeira.
A presença em Bragança permite, desta forma, que os cidadãos tenham acesso mais próximo a serviços do Banco de Portugal e recebam apoio para compreender informação relacionada com as suas contas e responsabilidades financeiras. Para Maria Helena Marques, trata-se de um “atendimento inclusivo”, que aproxima os serviços públicos das pessoas e contribui para uma população mais informada.






