Autarca de Vinhais reforça importância da identificação de terrenos para prevenir incêndios
Nos últimos meses, o concelho destacou-se a nível nacional no que diz respeito à identificação de terrenos, tendo ficado classificado nos primeiros lugares, mas, mais do que o ranking, o importante é importante ter em conta que “Vinhais é um concelho muito grande, onde ainda existem muitas áreas por identificar”.
A identificação das propriedades rústicas continua a ser um dos maiores desafios para a gestão do território e para a prevenção de incêndios rurais. Em Vinhais, apesar dos bons resultados alcançados no processo de cadastro através do BUPi (Balcão Único do Prédio), o presidente da Câmara Municipal, Luís Fernandes, considera que ainda há um longo caminho a percorrer.
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Segundo o autarca, nos últimos meses, o concelho destacou-se a nível nacional no que diz respeito à identificação de terrenos, tendo ficado classificado nos primeiros lugares, mas, mais do que o ranking, o importante é importante ter em conta que “Vinhais é um concelho muito grande, onde ainda existem muitas áreas por identificar”.
E, para Luís Fernandes, conhecer quem são os proprietários dos terrenos é hoje uma ferramenta indispensável na prevenção dos incêndios, permitindo às entidades atuar de forma mais eficaz. “Esta questão da propriedade é cada vez mais importante quando falamos da prevenção de incêndios. Todos sabemos que existe a obrigatoriedade de limpar os terrenos, mas, muitas vezes, não é possível identificar os proprietários e acabamos por andar a correr atrás do prejuízo”, lamentou.
O presidente explicou ainda que a falta de identificação das parcelas cria dificuldades tanto aos municípios como às juntas de freguesia, que frequentemente não conseguem contactar os donos dos terrenos para os notificar da necessidade de proceder à gestão de combustível. “É importante que cada vez mais pessoas façam essa identificação para poderem ser informadas e avisadas. Se for necessário tomar outro tipo de medidas, isso só é possível sabendo quem é o proprietário”, referiu ainda.
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Além da componente ligada à proteção da floresta, para Luís Fernandes, o registo das propriedades representa também uma garantia para os próprios proprietários. “Não é importante apenas na prevenção dos incêndios. Também é uma mais-valia para quem possui os terrenos, porque passa a tê-los devidamente identificados e registados através desta ferramenta que está disponível”, destacou.
Foi precisamente para incentivar esse processo que, na semana passada, o Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais recebeu a iniciativa “Cruzando Saberes, Mapeando Terrenos”, integrada no projeto Saberes Cruzados. A ação reuniu os jovens do Campo de Férias e a população sénior do concelho numa sessão prática dedicada à utilização da aplicação móvel do BUPi, promovendo a literacia digital e apoiando a identificação das propriedades rústicas, numa iniciativa aberta a toda a comunidade.






