A recuperação de alguns prejuízos provocados pelo incêndio, que começou em Valpaços e chegou a três concelhos do distrito de Bragança, depende agora da rapidez com que os apoios chegam ao terreno. Para o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, mais do que discutir os valores anunciados pelo Governo, a prioridade é garantir que os agricultores conseguem aceder às medidas sem demora nem burocracia excessiva.
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“O que eu acho que é importante é que esses apoios sejam céleres, fáceis de os agricultores se candidatarem a eles. É verdade que o montante conta, mas ainda mais importante é que ele seja desbloqueado rapidamente e que os agricultores tenham acesso a esses apoios que irão ser concedidos. Isso parece-me o mais importante”, disse.
Referiu ainda que “quanto aos valores, é sempre difícil, porque repare, nós estamos a falar de árvores, por exemplo, aqui no concelho de Vinhais, que além do valor em termos produtivos, tinham outro valor também, digamos, e esse nem sequer é quantificável. Mas o que importa realmente é que esses apoios cheguem rapidamente. Ainda por cima, quer a freguesia de Rebordelo, quer a freguesia de Vale Fontes, têm sido afetadas por incêndios há três anos seguidos”, recordou o autarca.
O município de Vinhais avançou para o levantamento dos estragos. O trabalho realizado pelos técnicos municipais deu origem a um relatório preliminar que já foi enviado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, servindo de base à avaliação dos prejuízos.
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“Aquilo que nós temos aqui neste relatório preliminar é a área que foi afetada. Quanto à estimativa de valores não temos ainda aqui neste momento contabilizados, sendo que estamos sempre a falar em dezenas de milhares de euros, mas não temos aqui um valor completamente fechado. Temos sim a área e as culturas que foram sobretudo afetadas. Depois também, em parceria com o próprio Ministério da Agricultura chegaremos a custos”, explicou.
Segundo o levantamento efetuado, a freguesia de Vale das Fontes registou os maiores danos.
“Estamos a falar aqui na freguesia de Vale Fontes de cerca de 27 hectares de culturas agrícolas, sobretudo área de olival, também algumas vinhas, sendo importante salientar que nesta questão do olival, muito estamos a falar de oliveiras que eram centenárias, isto é, além do elevado valor produtivo que tinham, tinham também um valor patrimonial e até paisagístico. Na freguesia de Rebordelo foram cerca de 12 hectares, também aqui exclusivamente olival, sendo muitas delas também árvores centenárias, que foram afetadas por este incêndio e, portanto, também aqui os tais prejuízos, quer a nível de valor produtivo e outro valor também patrimonial e paisagístico também deste tipo de culturas”, revelou Luís Fernandes.
O presidente esteve numa reunião de trabalho em Valpaços, presidida pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. O encontro reuniu os presidentes das câmaras de Vinhais, Valpaços, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Chaves, bem como representantes das diversas entidades que integram o sistema de Proteção Civil, com o objetivo de avaliar a resposta operacional ao incêndio, identificar aspetos suscetíveis de melhoria e reforçar a articulação entre os diferentes agentes de proteção e socorro.





