Entrevista

Ricardo Ribas e a realização de um sonho

O maratonista natural de Miranda do Douro cumpriu um sonho antigo, participou nos Jogos Olímpicos. A verdade é que o sonho tornou-se um pesadelo pois o atleta do S.L. Benfica terminou a maratona, no Rio de Janeiro, completamente esgotado e na posição 134. Não era a classificação com que sonhou, poi

30 ago. 2016, 15:21

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O maratonista natural de Miranda do Douro cumpriu um sonho antigo, participou nos Jogos Olímpicos. A verdade é que o sonho tornou-se um pesadelo pois o atleta do S.L. Benfica terminou a maratona, no Rio de Janeiro, completamente esgotado e na posição 134.

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Não era a classificação com que sonhou, pois chegou a apontar para a 18ª posição, e ainda foi alvo de críticas. Mas, Ribas mostra-se imune a comentários negativos e está já concentrado no futuro.

- Ricardo após uma semana da realização da maratona dos Jogos Olímpicos Rio 2016 já consegue explicar o que correu mal?

Muito provavelmente a altíssima humidade que se fez sentir e sem abusar nos ritmos iniciais paguei a factura muito cedo.

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- No final referiu que fez “18 quilómetros sem sumo nas pernas” e que “já não tinha mais nada para dar”. Acrescentou ainda que sofreu bastante a nível físico e psicológico. Como conseguiu gerir a situação para terminar a corrida?

Só um campeão é que faz o que eu fiz, perante tamanha adversidade e sem forças para continuar no objectivo que pretendia. Levei o corpo acima do limite mas resolvi acabar. Podia ter desistido era o caminho mais fácil.

- Pensou em desistir quando começaram a faltar as forças?

Nunca me passou pela cabeça desistir.

- Porque não desistiu?

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Sinto-me uma grande referência para muitos jovens e para muitos atletas de pelotão e tinha que dar um sinal de motivação a quem me admira. Não é só quando as coisas correm bem que somos grandes, quando correm menos bem é que se vê quem é grande.

- Preocupa-o de alguma forma as críticas que surgiram?

Passam-me ao lado as críticas. Os verdadeiros amigos e quem me admira estarão sempre ao meu lado, esses é que me interessam. Agora, para aqueles que quando em Abril fui grande e agora já estou morto tenho uma coisa a dizer, ainda vão ter que ouvir o meu nome durante muito tempo. Enquanto for criticado é bom sinal, é sinal que estou vivo.

- Independentemente do resultado o que fica desta sua estreia nos Jogos Olímpicos?

A felicidade da realização de um sonho de criança.

- E agora? O tempo é de descanso ou nem por isso? O que se segue?

Recuperar, estudar, pensar no futuro e regressar mais forte ainda. Tenho muitos objectivos a cumprir.

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