O número de infectados pelo novo coronavírus no distrito de Bragança continua a subir de dia para dia.
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Só durante o fim-de-semana, os casos subiram de 8, na passada sexta-feira, para 15 domingo, sendo que quatro dos infectados são profissionais de saúde. Mas esta segunda-feira rondará já as duas dezenas e um deles será um profissional das forças de segurança.
Os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Torre de Moncorvo são os que já têm registos positivos da Covid-19.
Domingo foram confirmados quatro novos positivos. Um deles é um profissional de saúde no hospital de Mirandela, com 34 anos, natural e residente em Bragança. Soube-se também que uma residente na capital de distrito, uma mulher de 60 anos contraiu a doença. Tinha estado em contacto com o homem de 72 anos de Bragança, que sofre de doença oncológica e foi internado em estado grave no hospital de São João, no Porto, dia 16 depois de se saber que também ele estava infectado.
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Outro caso é um homem de 42 anos, também natural de Bragança, mas que trabalha como funcionário público, em Macedo de Cavaleiros. Foi ainda confirmada a infecção de uma mulher de 65 anos de Torre de Moncorvo e que ficou internada em Mirandela. Sábado tinha sido confirmado o teste positivo de uma profissional de saúde de Bragança com 58 anos e de um idoso de Lagoa, Macedo de Cavaleiros, que fazia parte da rede de contactos do emigrante de 66 anos da mesma aldeia, e que foi transferido a 20 de Março para o Hospital de Bragança, depois de o seu estado de saúde se ter agravado.
A juntar-se a estes dados está ainda um teste positivo que as autoridades de saúde já tinham validado anteriormente como sendo registado no distrito. Refere-se a uma profissional de saúde de 25 anos, natural de Mirandela, mas que está a exercer funções em Braga, que faz parte da rede de contactos do primeiro infectado pelo novo coronavírus, um serralheiro de 53 anos de Mirandela.
Quinta-feira tinham já sido confirmados quatro outros casos positivos de Covid-19 em Bragança.
Isolamento obrigatório para emigrantes
Devido à preocupação com a chegada de alguns emigrantes à região, a delegada de saúde da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS) determinou que todos os cidadãos que regressem ao distrito vindos do estrangeiro se mantenham em isolamento profiláctico pelo período de 14 dias a contar do dia de chegada.
A coordenadora da Unidade de Saúde Pública urge que sejam tomadas “medidas de contenção máxima de possível risco de contágio, implementando mecanismos de resposta rápida”. Quem não cumprir incorre no crime de desobediência.
Também a Comissão Distrital de Protecção Civil está preocupada com esta situação e pede à população do distrito que identifique emigrantes ou trabalhadores temporários que regressem ao país e que informem os presidentes de junta de freguesia ou as autoridades policiais locais do seu regresso, evitando assim a proliferação do vírus em causa.
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