Falta de assistentes operacionais preocupa comunidade da Escola Emídio Garcia em Bragança

Encarregados de educação associaram-se à manifestação dos assistentes operacionais, na passada sexta-feira, integrada nas acções da greve que encerrou a escola.

08 fev. 2017, 10:06

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A falta de assistentes operacionais, que há muito preocupa a comunidade escolar do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia, motivou mais uma greve e manifestação, na passada sexta-feira. A adesão na Escola Secundária e no Centro Escolar da Sé foi de cem por cento, tendo levado ao encerramento destes estabelecimentos de ensino.

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À porta da Escola Secundária concentraram-se assistentes operacionais munidos de faixas onde podia ler “Esta portaria é uma porcaria”, reclamando, sobretudo a contratação de mais pessoal auxiliar. “Exigimos que a portaria de rácios seja alterada. Para fazer essa alteração, acho que deviam andar no terreno. Faço um convite ao senhor ministro para que venha ver as nossas instalações e depois que diga se acha que os 23 funcionários são suficientes. Nós achamos que não”, frisou Isabel Inocentes, uma das manifestantes.

Além de considerarem que os 23 assistentes operacionais não são suficientes para manter as instalações e proteger os alunos, dada a dimensão da Escola Secundária, em particular, os manifestantes lembraram ainda que há dois assistentes operacionais que exercem funções de forma limitada, devido a problemas de saúde. É o caso de António Pimentel, de 54 anos, que se vê obrigado a trabalhar de cadeira de rodas. “Tenho 37 anos de desconto e estou a ganhar o ordenado mínimo. Tenho 81 por cento de incapacidade física e tenho de continuar ao serviço, porque o que se recebe de baixa médica não chega para sustentar a minha família”, explicou ao Jornal Nordeste.

Aos funcionários, juntaram-se pais e encarregados de educação que exigem melhores condições para os alunos, através da contratação de mais assistentes operacionais. “Um agrupamento de escolas com esta dimensão não tem, de todo, assistentes operacionais capazes de assegurar a limpeza, o apoio necessário aos nossos filhos e, acima de tudo, a segurança, que é o que mais nos preocupa. Os poucos funcionários que existem desdobram-se em todos os trabalhos mas não conseguem fazer tudo, porque é uma área enormíssima. Não têm mãos a medir”, argumentou Ana Fernandes, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia.

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Já o director do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia, Eduardo dos Santos, manifesta-se preocupado com esta situação, recordando que este é um problema que tem vindo a denunciar. “Tenho vindo a alertar as entidades superiores para o facto de, com as dimensões deste agrupamento, o número de assistentes operacionais ser insuficiente para garantir a segurança, a limpeza e a vigilância dos alunos”, lembrou.

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