Os deputados sociais democratas eleitos pelos distritos de Bragança e Vila Real querem que as mais valias da venda das seis barragens transmontanas fiquem na região.
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Para alcançar esse objectivo, apresentaram na Assembleia da República um projecto de resolução que faz recomendações ao governo decorrentes da venda anunciada pela EDP das barragens no Douro.
A deputada do PSD, eleita por Bragança, Isabel Lopes, defende que esta venda deve ser encarada com especial cuidado e atenção por parte do governo devido à “importância a nível nacional e local”, constituindo uma “riqueza incalculável”, já que “estas seis barragens produzem 30% da energia eléctrica em Portugal”.
Os parlamentares sugerem que a empresa que deverá ser criada, antes da venda a um consórcio francês, para agregar todos os activos envolvidos na transacção, “tenha sede no distrito de Bragança”, que “os municípios sejam ouvidos em todo o processo” e que seja dada a garantia de que “as receitas provenientes de impostos, do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e do IMT (Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis), permaneçam na região onde as barragens estão instaladas” e que a “receita da derrama seja destinada aos municípios”. Recomendam ainda que o Governo assegure que “as receitas destinadas ao Estado, decorrentes da operação de venda, sejam canalizadas para um fundo de desenvolvimento na região, que deve ser definido pelos municípios envolvidos”.
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Outras preocupações dos deputados do PSD prendem-se com os postos de trabalho nas barragens, que esperam que sejam mantidos. “Também chamámos à atenção para que as empresas que prestam serviços a estas barragens sejam salvaguardadas”, referiu Isabel Lopes.
A compra das barragens de Miranda do Douro, Bemposta, Picote, Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticieiro já foi anunciada pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e deverá ser uma transacção de 2,21 milhões de euros. O projecto de resolução vai agora baixar à comissão do ambiente, para ser discutido.
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