A carreira aérea Bragança – Vila Real – Viseu – Cascais – Portimão perdeu alguns passageiros com o que a empresa que assegura a ligação se viu obrigada a fazer: novo horário e menos voos, com dois dias sem serviço, outros sem escala em Vila Real e outros só com ligação Bragança-Cascais.
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O contrato da concessão do serviço de transporte aéreo terminou em Fevereiro, mas, como o anterior Governo não lançou a tempo o concurso público para dar continuidade à linha, teve que ser feito um ajuste directo com a empresa que a operacionaliza, a Sevenair. Com os 750 mil euros que lhe foram disponibilizados, para três meses, a empresa teve que reduzir ao número de voos e apresentar um novo horário, que fez cair ligeiramente o número de passageiros e que não agrada a vários que a utilizam. “Cortar nas frequências não é bom para a linha. Temos uma série de passageiros a reclamar porque não conseguem fazer as suas viagens normalmente, já que o típico passageiro, que utiliza esta linha, ou vai e volta no mesmo dia, ou vai e volta no dia seguinte. Por isso, quando há cortes desta natureza, as pessoas optam por outras soluções de deslocação”, esclareceu Carlos Amaro, administrador da Sevenair, que disse que quando há cortes desta natureza é expectável que isto mesmo aconteça. “Foi o que o Governo conseguiu e é isso que estamos a realizar”, frisou ainda.
A concessão terminou no dia 28 de Fevereiro e o anterior Governo teve que fazer um ajuste directo com a Sevenair, empresa que opera a ligação desde 2009, para não se perder a carreira. Depois, o concurso público para a concessão da ligação aérea foi aberto em Abril, sendo que a concessão será atribuída por quatro anos, no valor de 13,5 milhões de euros, mais três milhões e meio em relação ao contrato anterior. O processo só deverá estar fechado em Outubro pelo que, até lá a Sevenair continuará a fazer a ligação, através de ajuste directo, sendo que o primeiro, que era de três meses, já terminou, mas foi-lhe dada continuidade. Carlos Amaro diz que até Outubro a frequência dos voos se deverá manter mas, depois, haverá mais voos, tal como antes de o concurso terminar. “A decisão das frequências não é nossa. Para já vai manter-se assim. Depois, quando tudo estiver fechado, o que está no concurso não é exactamente igual ao anterior contrato mas é a praticamente o mesmo”, explicou.
O ajuste directo entre o antigo Governo e a Sevenair terminou no dia 7 deste mês. A empresa mantém a ligação porque o ajuste foi renovado, mas, dos primeiros três meses ainda não receberam nada. Carlos Amaro conta que esta semana lhes sejam pagos os 750 mil euros que estavam acordados. “Operámos três meses, num contrato em que se previa que recebêssemos ao fim de cada mês, mas ainda não recebemos nem um tostão. Para nós é essencial receber. Somos uma empresa privada e dependemos dos pagamentos dos nossos clientes”, assumiu.
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Até Outubro, os voos de segunda e sexta-feira são feitos em todas as escalas, às terças e quintas-feiras os voos são directos entre Bragança e Cascais e aos sábados não há escala em Vila Real. Às quartas-feiras e domingos não há voos.
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