Câmara de Bragança vai investir 25 milhões na requalificação urbana

A câmara municipal de Bragança anuncia hoje, terça-feira, um conjunto de intervenções de requalificação de espaços urbanos, mobilizando fundos do programa PEDU, investimentos que deverão atingir os 25 milhões de Euros. O financiamento através do FEDER será de 16 milhões de Euros.

14 mar. 2017, 16:46

Este artigo tem mais de um ano

Algumas artérias do centro citadino vão ser objecto de intervenções profundas, nomeadamente, as avenidas João da Cruz e Sá Carneiro, assim como as ruas Emídio Navarro (Rua Nova) e Guerra Junqueiro. Naturalmente, as intervenções nesta zona, com concentração de estabelecimentos comerciais, poderão vir a provocar constrangimentos para a circulação e o funcionamento das actividades instaladas, à semelhança do que aconteceu, há cerca de uma década, com as intervenções do PROCOM e do POLIS, que arrastaram o desaparecimento de várias lojas na zona histórica.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano) destina-se a intervenções em cidades e integra três subprogramas específicos: PARU (Plano de Acção de Regeneração Urbana); PAMUS (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável) e PAICD (Plano de Acção Integrado para as Comunidades Desfavorecidas).

Os investimentos previstos para Bragança contemplam também uma intervenção no Bairro Social da Côxa (PAICD), o avanço da circular interior até às zonas das Cantarias e o desenvolvimento do plano de mobilidade na cidade (PAMUS).

Haverá ainda intervenções na zona histórica, recuerando edifícios para a função de residências universitárias (PARU), onde se integra a já quase concluída renovação do edifício do Centro Cultural Paulo Quintela, que contemplou a modernização do auditório e a sua adaptação à exibição de cinema, com início anunciado para o decurso deste mês.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A intervenção passará ainda pela criação do Museu da Língua Portuguesa, que já dispõe de local para instalação e que está em fase de desenvolvimento de um concurso de projectos. Este museu, que conta com o apoio de diversas personalidades nacionais e oriundas da região, deverá ficar instalado nos antigos silos da EPAC, que há anos tinham sido adquiridos pelo IPB, para adpatação a um lar de estudantes do ensino superior.

Apesar de movimentações de alguns municípios do litoral, que pretendem a instalação de uma instituição deste tipo, o museu da língua Portuguesa em Bragança poderá tornar-se num outro polo de atracção para a cidade, como se tem verificado com o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e, mais recentemente, com o Centro de Interpretação da Cultura Sefardita, recentemente inaugurado na rua Abílio Beça.

PUBLICIDADE