Bombeiros de Bragança desavindos com direcção da associação humanitária

Descontentamento do corpo activo agudizou-se por altura do aniversário que, este ano, não foi assinalado.

13 jun. 2019, 09:13

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O corpo activo da corporação de Bragança e a direcção da associação humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança (AHBVB) estão de candeias às avessas. Os elementos da corporação de Bragança queixam-se de um ambiente de mal-estar, devido a algumas decisões da direcção. Sem querer adiantar em concreto o que levou ao descontentamento dos bombeiros, em declarações Jornal Nordeste, o comandante José Fernandes confirmou que, em particular, os assalariados estão descontentes. “Efectivamente há um certo mal-estar entre o corpo activo e a direcção, nomeadamente os assalariados”, confirmou.

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Apesar de remeter mais esclarecimentos para o presidente da direcção, admite que uma das queixas se prende com o facto de os bombeiros não terem recebido um prémio, como era habitual. “Confirmo que havia um prémio que não foi atribuído este ano. Mas o prémio e a questão monetária não são as razões principais, há outras e foram transmitidas ao senhor presidente”, adiantou apenas. Devido aos desentendimentos entre bombeiros e direcção este ano não houve festa para assinalar os 129 anos dos Voluntários de Bragança.

Segundo José Fernandes, que integra também a direcção da AHBVB “o ambiente vinha a tornar-se um bocadinho frio e os 129 anos não foram celebrados”, como era habitual todos os anos. “Os bombeiros não quiseram participar numa festa, porque, segundo eles, tinham razões para isso”, afirmou ainda.

O presidente da direcção, Rui Correia, explicou que os dividendos não foram distribuídos porque nesse ano as contas não foram boas. “Verificámos que em relação ao ano do prémio, 2017, as contas não foram muito positivas. Entre o deve e o haver, tínhamos um saldo de menos de 1000 euros. A direção achou que, como numa empresa que goste das contas bem organizadas, não devia haver prémio para esse ano”, sublinhou, mas garantiu que “em relação a 2018, isso ainda não foi discutido, as contas foram muito diferentes”. Rui Correia assegurou ainda que a direcção “até agora esteve disponível para tudo”. “Nunca houve nada, ao longo destes 12 anos que levo de presidente, que tenham pedido que não tenha sido aceite”, referiu.

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Algumas críticas foram tornadas públicas nas redes sociais por diferentes elementos da corporação. O dirigente associativo considera que esta não foi a melhor atitude e que a situação não tem razão de ser. “Acho que foi exagerado o que transpareceu para as redes sociais, claro que problemas há em todas as casa, nós também temos, mas acho que haveria outras formas de os resolvermos, que não esta”, criticou Rui Correia, dizendo que este o desentendimento “é um não assunto”, e que acredita que bombeiros e direcção “saberão resolver”.

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