O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) celebrou, a 20 de Junho, 10 anos de ciência aberta. Os trabalhos científicos produzidos nas quatro escolas estão desde 2006 disponíveis para toda a comunidade na biblioteca digital e desde essa altura até agora já registaram mais de 6 milhões de downloads. O vice-presidente do IPB, Orlando Rodrigues, entende que esse é um número importante, que mostra a dimensão que atingem as investigações científicas realizadas no instituto.
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“Temos, neste momento, mais de 11 mil documentos científicos depositados no repositório, de todas as áreas científicas, muitos deles ligados a questões locais, que de outra forma não estariam disponíveis. Até ao momento tivemos mais de 6 milhões de downloads”, destaca o docente.
Os documentos são descarregados maioritariamente em Portugal, mas os países que se seguem na procura são os Estados Unidos da América e o Brasil.
Outro indicador que deixa satisfeitos os representantes do IPB é o que mede o número de vezes de artigos científicos são citados em patentes.
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“O indicador de impacto tecnológico, que mede o número de vezes que os artigos científicos de determinado investigador ou instituição são citados em patentes, mostra que o IPB é a instituição a nível nacional que ocupa o primeiro lugar. Isso dá ideia da produção científica servir muito para processos de inovação, nomeadamente nas empresas”, sublinhou Orlando Rodrigues.
Perante este “caso de sucesso” os dirigentes pretendem agora abri-lo à comunidade em geral, aumentando a sua visibilidade junto das empresas e equacionando novas formas mais facilitadoras do acesso e disponibilização da informação contida no repositório
A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, presente na cerimónia de celebração, referiu que o ministério tem vários programas focados na valorização de contextos de ensino superior, como “dinâmicas ligadas a uma política cúmplice e empenhada num programa de conhecimento para todos e da sua disseminação”. “Estamos apostados também na promoção de uma política de ciência aberta, em que o IPB foi porventura um dos pioneiros e está a desenvolver-se, ainda, um programa de valorização e modernização dos institutos politécnicos”, adiantou ainda a responsável.
O IPB entende que a disponibilização dos resultados da investigação científica através da internet, de forma aberta, livre e sem custos para o utilizador “gera benefícios importantes para a própria actividade de investigação científica”, para além de “aumentar a visibilidade da instituição, mas, sobretudo, induz um impacto muito favorável na economia e na sociedade em geral, potenciando a inovação”.
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