Saúde e educação entre os temas mais preocupantes debatidos no Conselho Estratégico Nacional do PSD em Bragança

Há falta de investimento na Unidade Local de Saúde do Nordeste. É esta a maior preocupação, na área da saúde, apontada pelo presidente da comissão política distrital do PSD de Bragança

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04 fev. 2019, 08:18

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Para Jorge Fidalgo, outra das inquietações, deixada no Conselho Estratégico Nacional, sábado, em Bragança, é o grande número de profissionais de saúde, no distrito, que estão perto da idade da reforma. “Verificamos, e foi aqui notório, a falta de investimento na nossa ULS, a problemática dos nossos profissionais de saúde, muitos deles perto da idade de reforma, nomeadamente nos centros de saúde em cada um dos conselhos, e a necessidade de encontrar outros mecanismos para atrair e fixar jovens médicos no território”.

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O conselho pretende identificar os problemas que mais se fazem sentir em cada território, debater conclusões e encontrar possíveis soluções. Jorge Fidalgo alerta ainda para uma relação diferente que devia haver entre a Segurança Social e as IPSS do distrito. “A nível da Segurança Social, a existência de novas fontes que possam alavancar e garantir a sustentabilidade da Segurança Social e uma nova relação com as IPSS que são estruturas nesta sociedade de bem-estar que temos no território mas a sua sustentabilidade financeira começa a ser posta em causa”.

A questão da educação é outra das preocupações. Jorge Fidalgo alerta para a necessidade de uma resposta mais ampla em termos de alojamento para estudantes, dado que o número de alunos do politécnico de Bragança ainda este ano cresceu novamente e não foi fácil, para alguns, encontrar alojamento. “Atendendo ao reduzido número de alunos no ensino básico e secundário temos que encontrar novas formas de atrair esses jovens e formá-los melhor e outra coisa que é fundamental é dignificar os professores e a carreira docente. A nível do ensino superior a questão do investimento no interior, a valorização do politécnico de Bragança e construir mais residências”.

O autarca de Bragança, Hernâni Dias, deixou também o exemplo de uma preocupação que mostra a discriminação negativa que este território sofre em relação à capital. “Em Lisboa há uma redução, de três ou quatro euros, no passe social. No concelho de Bragança, para que consigamos manter as linhas concessionadas a funcionar, temos que comparticipar as empresas concessionárias para conseguirem garantir as linhas. Nas 12 concessões gastamos cerca de 180 mil euros para que as linhas não parem. Isto é a discriminação negativa que acontece por via dos governos, não só deste, mas também dos anteriores”.

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No Conselho Estratégico Nacional debateu-se, em Bragança, a solidariedade social e bem-estar, a saúde, a educação, cultura, juventude e desporto, e, ainda, o ensino superior, ciência e tecnologia.

Escrito por Brigantia

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